Michel Temer recebeu, neste feriado, o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso, um dos articuladores do golpe parlamentar contra a
presidente Dilma Rousseff, para pedir conselhos sobre como consertar a
economia, que afundou em razão da instabilidade política dos últimos
dois anos; da reunião, no Palácio do Jaburu, também participou o
presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, que poderá
controlar o prazo da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa
Dilma-Temer; ou seja: fica claro que Temer está nas mãos do PSDB e de
Gilmar e terá que executar a "ponte para o futuro", com medidas como a
PEC 241, que impõe um Estado mínimo por 20 anos, e a reforma da
Previdência, com idade mínima de aposentadoria aos 65 anos, se quiser
continuar no poderA FHC, Temer pediu conselhos sobre como consertar uma economia que foi arruinada pela sabotagem política, que paralisou o País nos últimos dois anos e levou ao impeachment de Dilma, na aposta tucana do "quanto pior, melhor".
Com Gilmar, o encontro se tornou ainda mais polêmico, uma vez que ele colocará em pauta, ou não, a ação movida no TSE que pede a cassação da chapa Dilma-Temer e que pode, portanto, apeá-lo do poder.
Ontem, por exemplo, o senador cassado Delcídio Amaral depôs nesta ação e afirmou que a chapa vitoriosa em 2014 recebeu propina nas obras de Belo Monte, com a maior parte do dinheiro destinada ao PMDB, presidido por Temer.
Com o encontro desta quarta-feira, Temer sinaliza ser refém tanto de FHC quanto de Gilmar. O PSDB exige dele que faça o "trabalho sujo" da "ponte para o futuro", com reformas como o teto de gastos por 20 anos, a abertura do pré-sal e a reforma da Previdência, com idade mínima aos 65 anos.
E Gilmar, em último caso, é quem define a pauta do TSE, na ação de cassação movida pelos tucanos.
De acordo com os relatos oficiais, FHC parabenizou Temer pela aprovação em primeiro turno da iniciativa na Câmara dos Deputados e disse que o mercado financeiro reagiu bem à proposta.

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