A pesquisadora Fabiola Sulpino Vieira, que elaborou estudo
apontando perdas de R$ 743 bilhões para a área da saúde com a PEC 241,
que congela gastos públicos por 20 anos, teve que deixar o Instituto de
Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea); o gesto foi visto com surpresa
por parte dos servidores da instituição, que classificaram a exoneração
como fruto de "pressão interna" e "intimidação"
247 – O
Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), que, em tese,
deveria ter liberdade para realizar pesquisas acadêmicas, vive tempos de
terror e perseguições ideológicas.
É o que aponta reportagem de Ricardo Senra,
da BBC, sobre a exoneração de uma servidora que publicou estudo sobre
perdas de R$ 743 bilhões na área da Saúde, com a PEC 241, que congela
gastos públicos pelos próximos vinte anos
Eis um trecho:
Coautora de um artigo
crítico publicado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)
sobre o projeto do governo que altera a Constituição para limitar gastos
públicos pelos próximos 20 anos, a pesquisadora Fabiola Sulpino Vieira
pediu exoneração do cargo de coordenadora da área de saúde da
instituição.
A informação foi
confirmada pelo Ipea à BBC Brasil nesta quinta-feira, dois dias após o
presidente do instituto, Ernesto Lozardo, enviar nota pública
contestando a posição da pesquisadora e declarando apoio do instituto à
PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 241 - apresentada como principal
projeto do governo Temer contra a crise econômica.
O gesto foi visto com
surpresa por parte dos servidores da instituição, que classificaram a
exoneração como fruto de "pressão interna" e "intimidação" - o instituto
nega e ressalta que o pedido partiu da ex-coordenadora.
A nota técnica que
foi alvo da controvérsia, publicada em setembro e assinada por Vieira
com o pesquisador Rodrigo Benevides, aponta que a proposta aprovada pela
Câmara dos Deputados na última segunda-feira pode resultar em perdas de
até R$ 743 bilhões para a saúde.
Leia a íntegra da reportagem na BBC.

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