12 anos sem Dorothy Stang e o Brasil ainda é campeão de homicídios de ambientalistas
Já se passaram 12 anos desde que a missionária e defensora de direitos socioambientais Dorothy Stang foi assassinada na Amazônia. No dia 12 de fevereiro de 2005, no município de Anapu, interior do Pará, a irmã foi assassinada e seu corpo foi encontrado a alguns quilômetros de distância, com seis tiros a queima roupa. Por que? Devido à luta pela terra.
Dedicou sua vida a proteger os trabalhadores do campo, na região do Xingu e na construção da sanguinária Transamazônica. Seu trabalho era minimizar conflitos fundiários na região. Colocava a vida em risco, como tantos outros que defendem a floresta e seus habitantes.
Depois de uma longa e cansativa batalha na justiça, que durou mais de 10 anos, os envolvidos foram condenados e cumprem pena.
E depois disso, as coisas melhoraram?
Não.
O Brasil detém o lamentável título de país campeão mundial de assassinatos de ambientalistas. Só os casos brasileiros somam 54 (de janeiro à novembro) – a maioria na Amazônia (47 casos, ou 94%). Em todo o mundo, foram 189 assassinatos, como mostram dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de 2015.
Os números também mostram que apenas 10% dos casos que foram encaminhados à Justiça foram julgados. Dos 1270 casos de homicídios desse tipo registrados, apenas 198 tiveram conclusão no Judiciário e somente 28 mandantes dos crimes e 86 executores foram condenados.
Quantas vidas ainda serão ceifadas diante da disputa por terra no Brasil?
Por Christian Braga para Jornalistas Livres
Charge: Latufe
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