Do Conjur:
Acusando falhas nas perícias contábeis e na investigação da Polícia Federal, a defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral novas diligências para que sejam levantadas mais informações sobre o processo de cassação de chapa movido contra ela e o presidente Michel Temer (PMDB). (…).
Sobre as perícias contábeis, a defesa de Dilma Rousseff, feita pelo advogado Flávio Crocce Caetano, afirmou que os peritos não consideraram documentos fiscais e de conhecimento de transporte que confirmam a entrega, pelas gráficas Focal, VTPB e Red Seg, do material usado na campanha.
Sobre as perícias contábeis, a defesa de Dilma Rousseff, feita pelo advogado Flávio Crocce Caetano, afirmou que os peritos não consideraram documentos fiscais e de conhecimento de transporte que confirmam a entrega, pelas gráficas Focal, VTPB e Red Seg, do material usado na campanha.
Caetano pediu ao ministro Herman Benjamin, relator do caso no TSE, que os peritos analisem os todos os documentos e façam os esclarecimentos necessários, além de solicitar que também sejam ouvidos, assim como os assistentes técnicos, em futura audiência.
Em relação ao da Polícia Federal, o advogado citou inúmeras inconsistências no documento, por exemplo a desconsideração do valor exato pago pela campanha Dilma-Temer e a efetiva subcontratação de serviços por outras empresas, além de toda a movimentação financeira das gráficas, que, segundo ele, envolve outros partidos, entre eles o PSDB.
Os advogados de Dilma pedem também para acompanhar as perícias complementares, porque a perícia original tinha tantas falhas que a simples revisão peps peritos do TSE constatou que a diferença entre o material encomendado e o entregue, antes apontada em mais de 400 milhões de impressos era de pouco mais de 2 milhões de panfletos e santinhos.
Observa-se que o Colegiado de Peritos Judiciais, após a análise do Parecer Contábil Divergente preparado pelo Assistente da Requerida, bem como dos documentos que são parte integrante do mesmo, retificaram a diferença inicialmente apontada por eles, de “423.994.076 unidades de produtos sem cobertura documental que foram produzidos e entregues”, para 2.364.000 unidades, diz a petição dos advogados de Dilma.
Quem já coordenou campanha eleitorais sabe que dois milhões de santinhos deve dar aí coisa de 200 pacotes – normalmente as embalagens são de 10 mil – ou seja, nada, numa campanha presidencial, que trabalhou com quantidade superior um bilhão destes impressos.
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