Algo me incomodou muito nas matérias que li sobre as confusões no carnaval em várias cidades: o uso da palavra confronto para definir o ocorrido e sempre na mesma linha como se houvesse um combate entre foliões e policiais.Este combate seria no mínimo desigual, visto que a polícia por definição esta armada e preparada para os acontecimentos e o mesmo não ocorre com o folião.
Fui ao dicionário para ver se não era muita implicância de um leitor critico.Segundo o dicionario online de português o significado de confronto:
s.m.Combate; ação de se opor violentamente a; em que há briga: confronto entre policiais e bandidos.Partida; disputa entre adversários ou rivais: confronto esportivo.Comparação; estabelecimento de um paralelo entre uma coisa e outra: confronto de preços, de ideias.Encontro cara a cara; ação de estar diante de alguém.(Etm. Forma Regre. de confrontar)
Ficou claro o sentido da minha irritação, estão usando uma palavra que está imersa na lógica da guerra, e para que isto ocorra sempre maquiavelicamnte tem de se construir o lado bom e o lado dos potenciais arruaceiros, perigosos elementos que promovem a desordem.
Ironicamente, um assalto é um encontro face a face, mas num primeiro momento ele não descrito como um confronto.
A imprensa, muitas vezes a utilizar a palavra confronto no mínimo já escolheu a narrtiva de um lado: o da polícia. E muitas vezes se nega ao ouvir o outro lado.
No caso concreto de nossa cidade (São Roque), uma pessoa foi presa por desacato e agora soubemos que para o aparelho repressor do Estado filmar os abusos da ação policial virou desacato as autoridades.Ou seja, o cidadão que sustenta com seus impostos o governo tem de assistir tudo oque se passa calado?Não pode livremente registrar a brutalidade da ação policial?
Ocorre que muitas vezes, a sociedade não querer ver o que esta criando e alimentando e por isso, precisa construir uma visão da necessidade de existência de pessoas “desordeiras” que precisam ser combatidas.
Esquecemos de nós perguntar que estimula as pessoas a beber no Carnaval? Por acaso não é a própria televisão ao passar propaganda de bebidas?
Este é um pequeno exemplo de que quando é preciso de polícia para “ colocar ordem” e por que há uma falta anterior na educação e na formação do cidadão.
O Carnaval é o momento de desconcentração de “fugir por um tempo curto” de uma vida marcada por dificuldades diárias. É tempo de deboche e de critica bem humorada.É o tempo da alegria, de amor e não de guerra.
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Ironicamente, um assalto é um encontro face a face, mas num primeiro momento ele não descrito como um confronto.
A imprensa, muitas vezes a utilizar a palavra confronto no mínimo já escolheu a narrtiva de um lado: o da polícia. E muitas vezes se nega ao ouvir o outro lado.
No caso concreto de nossa cidade (São Roque), uma pessoa foi presa por desacato e agora soubemos que para o aparelho repressor do Estado filmar os abusos da ação policial virou desacato as autoridades.Ou seja, o cidadão que sustenta com seus impostos o governo tem de assistir tudo oque se passa calado?Não pode livremente registrar a brutalidade da ação policial?
Ocorre que muitas vezes, a sociedade não querer ver o que esta criando e alimentando e por isso, precisa construir uma visão da necessidade de existência de pessoas “desordeiras” que precisam ser combatidas.
Esquecemos de nós perguntar que estimula as pessoas a beber no Carnaval? Por acaso não é a própria televisão ao passar propaganda de bebidas?
Este é um pequeno exemplo de que quando é preciso de polícia para “ colocar ordem” e por que há uma falta anterior na educação e na formação do cidadão.
O Carnaval é o momento de desconcentração de “fugir por um tempo curto” de uma vida marcada por dificuldades diárias. É tempo de deboche e de critica bem humorada.É o tempo da alegria, de amor e não de guerra.
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