Em seu depoimento no processo sobre a
cassação da chapa Dilma-Temer, o empreiteiro Marcelo Odebrecht foi questionado
três vezes se, em alguma oportunidade, a presidente eleita Dilma Rousseff lhe
pediu alguma doação de campanha; "Não, não e não", disse Marcelo,
embora tenha dito que ela soubesse que a construtora realizara doações para sua
campanha – o que é óbvio; Michel Temer, por sua vez, organizou um jantar, em
pleno Palácio do Jaburu, para arrancar recursos da Odebrecht; parte dos R$ 11,3
milhões foi entregue em dinheiro vivo no escritório de seu melhor amigo, José
Yunes, que disse ter sido "mula" de Eliseu Padilha, ministro
licenciado da Casa Civil; ou seja: por mais que tentem distorcer a realidade, o
depoimento de Marcelo Odebrecht comprova que o Brasil executou o golpe dos
corruptos contra a presidente honesta
2 DE MARÇO
DE 2017 ÀS 17:56 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM 
247 – Em seu depoimento no processo sobre a cassação da
chapa Dilma-Temer, o empreiteiro Marcelo Odebrecht foi questionado três vezes
pelos procuradores se, em alguma oportunidade, a presidente eleita Dilma
Rousseff lhe pediu alguma doação de campanha.
"Não, não e não", disse
Marcelo, embora tenha dito que ela soubesse que a construtora realizara doações
para sua campanha – o que é óbvio.
A revelação foi feita pela jornalista Simone Iglesias, no jornal O
Globo.
"No depoimento que prestou à
Justiça Eleitoral na última quarta-feira, Marcelo Odebrecht negou ter tratado
diretamente com a ex-presidente Dilma Rousseff sobre ajuda financeira para sua
campanha. Segundo uma fonte que teve acesso à oitiva, ele foi questionado ao
menos três vezes se a petista pediu pessoalmente dinheiro, e a resposta foi a
mesma: 'não'. No entanto, Odebrecht afirmou que Dilma sabia dos pedidos de
contribuição para financiar sua campanha por meio de 'interlocutores', sem
citar quem seriam essas pessoas", informa a jornalista.
Com Michel Temer, no entanto, as coisas
foram bem diferentes. Na condição de vice-presidente da República e presidente
do PMDB, que tinha sete ministérios na administração Dilma, ele organizou um
jantar, em pleno Palácio do Jaburu, para arrancar doações da Odebrecht.
Os R$ 11,3 milhões foram entregues em
dinheiro no escritório de seu melhor amigo, José Yunes, que disse ter sido
"mula" de Eliseu Padilha, ministro licenciado da Casa Civil.
Questionado sobre o fato de ter pedido
dinheiro a um empreiteiro num palácio, Temer confirmou a história por meio de
nota oficial. “Quando presidente do PMDB, Michel Temer pediu auxílio formal e
oficial à Construtora Norberto Odebrecht. Não autorizou, nem solicitou que nada
fosse feito sem amparo nas regras da Lei Eleitoral”, diz o texto, divulgado
pela Secretaria de Comunicação da Presidência. “A Odebrecht doou R$ 11,3 milhões
ao PMDB em 2014. Tudo declarado na prestação de contas ao Tribunal Superior
Eleitoral. É essa a única e exclusiva participação do presidente no episódio”,
completa o texto.
Segundo o relato de Yunes, o empresário Lúcio
Funaro, que teria levado um envelope ao seu escritório, lhe disse que 140
deputados estavam sendo pagos. Ou seja: por mais que tentem distorcer a
realidade, depoimento de Marcelo Odebrecht comprova que o Brasil executou o
golpe dos corruptos contra a presidente honesta.
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