sexta-feira, 21 de abril de 2017

Protestos em filiais do Habib's cobram punição por morte de João Victor


MEMÓRIA


Familiares e amigos, apoiados pela Frente Brasil Popular, lembraram a morte do menino, após ser agredido por seguranças de uma loja da rede na zona norte de São Paulo. Caso segue sendo investigado
por Redação RBA publicado 20/04/2017 12h33, última modificação 20/04/2017 13h12
DANIEL ARROYO/PONTE JORNALISMO
João Victor
Ainda sob investigação, defesa de João Victor contesta versão oficial do IML e da secretaria de Segurança
São Paulo – Em memória do menino João Victor, familiares e amigos realizaram protestos nesta quarta-feira (19) em filiais da rede de fastfood Habib's em várias regiões do país. As ações contaram com apoio de entidades que integram a Frente Povo Sem Medo. Em São Paulo, um dos atos ocorreu em um loja do centro da capital, próxima à Praça da Sé.
A criança, de 13 anos, morreu em circunstâncias ainda não esclarecidas, na tarde de 26 de fevereiro, após ser agredido por seguranças de uma loja da Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo. Os manifestantes pedem julgamento e punição aos envolvidos, e também ao Habib's, que tentou abafar o caso. 
"Ele frequentava a loja pedindo comida e alguns trocados. É uma tristeza muito grande. Era uma criança em situação de rua, vulnerável, que deveria ter sido protegida", afirma Ubiratan Ribeiro, ativista do movimento negro e integrante da Frente Povo Sem Medo, em entrevista à repórter Camila Salmazio, da Rádio Brasil Atual.
Câmeras de segurança registraram o menino sendo arrastado desacordado por dois homens vestindo uniforme. O caso continua sob investigação. Laudo do Instituto Médico Legal (IML), posteriormente corroborado por exumação realizada pela secretaria de Segurança Pública, apontou como causa da morte infarto cardíaco por ingestão de drogas. Os advogados questionam e pedem nova exumação. 
"A gente espera que a verdade não seja ignorada. Desde o primeiro momento, saiu boletim de ocorrência em que só constava a versão do Habib’s, que é a mesma que, coincidentemente,  esse laudo duvidoso tenta reafirmar. Não quiseram aceitar a única testemunha ocular, uma moradora de rua, que poderia colocar os dois suspeitos em flagrante delito. Temos absoluta certeza de que ele foi morto por conta das agressões que sofreu", relata o advogado Francisco Carlos da Silva. 
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