247 - A jornalista Dora Kramer criticou o PSDB em sua coluna na edição da Veja deste fim de semana. Kramer condena a mudança de postura do partido presidido pelo Aécio Neves, que estampa a capa da Veja com denúncia de ter recebido propina da Odebrecht em Nova York, em relação à ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.
Dora Kramer diz que, em síntese, os tucanos pedem ao TSE que esqueça o que escreveram na peça acusatória em que Dilma e Temer são tratados como beneficiários de vantagens indevidas; o suficiente para provocar a nulidade do processo.
“Um impeachment, cinco ministérios, um acerto de coligação para 2018 e um embornal de evidências de uso pluripartidário de recursos ilegais depois, o PSDB resolveu mudar de opinião. O partido estava até há pouco apenas constrangido com o fato de ser ao mesmo tempo o principal aliado e o possível algoz do PMDB. Não se tocava no assunto em público. Em privado, porém, preparava-se a solução: dar o dito pelo não dito e afirmar ao TSE que as ilicitudes devem ser creditadas apenas ao PT. Michel Temer não teve nada a ver com isso”, diz Kramer.
“Assim, na maior cara lisa, os tucanos golpearam as próprias verdades, perdendo autoridade para denunciar as mentiras do alheio, tentando salvar seu projeto e, assim, vocalizando Geraldo Vandré na metáfora sobre viradas políticas: ‘É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar’”.
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