quinta-feira, 18 de maio de 2017

Emílio Rodriguez: Quem lutou pelo impeachment de Dilma, escolheu Temer e a retirada de direitos

10 de agosto de 2016 às 09h08

  
temer e dilma
por Emílio Lopez, especial para o Viomundo
A direita hipócrita afirma nas redes sociais que Temer foi escolhido por Dilma.
Essa afirmação carece de verdade. Em uma aliança política o vice é escolhido pelos partidos aliados ao candidato. Deste modo, quem escolheu Temer foi o PMDB.
A pergunta que não quer calar:  os apoiadores do impeachment não sabiam que Temer iria assumir se Dilma caísse?
Claro que sabiam, mas tergiversam para não terem de assumir responsabilidade pelos seus atos.
Com suas ações e discurso falacioso mostram um grande grau de irresponsabilidade política com o povo brasileiro. Revelam a quase falta de caráter.
A escolha de Temer é a escolha do capital para retirar os direitos do pobres.
Dilma era um escudo contra a loucura da direita.
Retirado esse escudo, o país caminhará para tempos sombrios, em que a liberdade será sufocada.
Basta ver a lei da mordaça defendida pelo “escola sem partido”.
Os ladrões de votos e de esperanças rasgam e anulam 54 milhões de votos.
Instituído o golpe e desvalorizado o voto popular, teremos aumento do voto nulo nos próximos pleitos.
Afinal, agora o povo já sabe que sob qualquer pretexto se pode retirar um presidente do poder.
E o que é pior: não há garantia nenhuma de que, em 2018, teremos eleições. 1964 mostrou que um golpe puxa outro.
Agora, só cabe aos brasileiros conscientes se prepararem para lutar pelos seus direitos.
O pacote de maldades do usurpador deixará claro que a defesa a Dilma era, na verdade, a defesa dos direitos do trabalhadores.
Todos nós perderemos.
A direita hipócrita mais uma vez tentará não assumir a responsabilidade de seus atos, mas ela  não escapará do julgamento da história.
O dia de hoje marca uma cisão. Acabaram os bons tempos de inclusão social.
O que se prenuncia é uma década terrível do aumento da exclusão social. O mercado já decretou que pobres não podem mais invadir os espaços sagrados da classe média e dos ricos.

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