sábado, 6 de maio de 2017

Emir Bechir: Os “revolucionários” das redes sociais




Emir Bechir


Chegamos ao século XXI.
O advento da globalização e outros avanços no campo da tecnologia colocam o ser humano num momento jamais visto na história da humanidade.
A internet tem propiciado a cada cidadão a possibilidade de construir sua própria “revolução” nas redes sociais.
A cada minuto surgem “Filósofos”, “Sociólogos”, “salvadores da pátria”, “revolucionários de escritório” e uma gama indescritível de indivíduos com fórmulas e soluções mirabolantes.
Neste contexto, esses pseudos formuladores da “nova ordem” se apresentam como detentores da verdade absoluta, profetas dos desvalidos, defensores dos “direitos” do outro... mas na verdade se escondem, atrás de computadores ou smartphones de última geração.
Cada vez mais, vemos o quanto George Orwell profetizou essa nova sociedade em seu livro 1984. Sob o comando do “Grande Irmão”, que por muito tempo foi identificado nos governos totalitários que suprimiam as liberdades e garantias individuais. Na verdade o personagem retratado por Orwell estava por vir, através da ditadura das redes sociais.
Hoje as redes sociais criaram os verdadeiros patrulheiros ideológicos, que dela se utilizam para intimidar, denegrir, caluniar e formular conceitos e valores que devem ser seguidos por todos indistintamente.
Outro dado curioso é a exposição da vida das pessoas na rede, mas isso talvez faça parte da vaidade que é inerente a cada pessoa.
O circulo vicioso provocado por esse movimento do “novo tempo”, tem criado os meios para o surgimento de uma sociedade individualista, egoísta, sedenta pela exploração e opressão dos mais fracos e desprovida de princípios e sabedoria para interpretar a realidade.
Enquanto a rede produz os detentores da “nova ordem”, viajo no tempo em busca do movimento hippie dos anos 60, a primavera de Praga, o movimento estudantil na França em 1968, a resistência à ditadura militar e principalmente o sonho de liberdade que foi a procura constante da minha geração.
A globalização que deveria trazer a abolição das fronteiras, o compartilhamento do conhecimento e a distribuição das riquezas, acabou por isolar cada vez mais cada ser humano dentro de si mesmo.
Assim nos ajoelhamos e damos graças ao “Grande Irmão”.

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