Primeiro-vice-presidente da Câmara dos Deputados, o
peemedebista Fábio Ramalho (MG) diz que a nova estratégia de pressão de
Michel Temer para alcançar os 308 votos mínimos para aprovar a reforma
da Previdência tem espantado até parlamentares do próprio PMDB; "Em vez
de garantir votos, pode estimular as dissidências e a divisão das
bancadas do partido e da base. Não creio que punir, tirando cargo ou
ameaçando expulsar do partido, seja o melhor caminho. A gente ganha pelo
diálogo, não pela briga. Tem de saber se, fechando questão, vai ter
votos de todos. O PSB fechou questão contra as duas reformas (a
previdenciária e a trabalhista), e se dividiu", diz RamalhoPara Ramalho, a pressão de Temer para obrigar peemedebistas e aliados de outros partidos a votar a favor da proposta fechando questão nas bancadas pode causar efeito contrário ao esperado. "Em vez de garantir votos, estimular as dissidências e a divisão das bancadas do partido e da base", diz o deputado.
"Fechar questão não resolve. O deputado tem de ser convencido e ter liberdade para votar. Ninguém entrou na Câmara para votar contra ou a favor da reforma. O governo tem de conquistar o voto de alguma maneira", afirma Fábio Ramalho ao Congresso em Foco.
"Não creio que punir, tirando cargo ou ameaçando expulsar do partido, seja o melhor caminho. A gente ganha pelo diálogo, não pela briga. Tem de saber se, fechando questão, vai ter votos de todos. O PSB fechou questão contra as duas reformas (a previdenciária e a trabalhista), e se dividiu", acrescenta o peemedebista.
Segundo o vice-presidente da Câmara, de 18 a 20 peemedebistas ainda são contrários à reforma da Previdência na Câmara. Dono da maior bancada da Casa, o PMDB tem 64 deputados. "Com conversa, podemos reduzir as dissidências no partido a cinco votos. Se for a ferro e fogo, pode aumentar a resistência".


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