sexta-feira, 12 de maio de 2017

Fanáticos da Lava Jato atacam Gilmar Mendes com tomates; veja

viomundo

12 de maio de 2017 às 11h55


JUDICIÁRIO
Supremo barraco: Gilmar Mendes xinga Marco Aurélio. A crise política está rachando o STF
Leandro Lanfredi
Rio de Janeiro | @leandrolanfrdi
O judiciário emergiu como ator destacado em meio à crise política nacional. Ao arbitrar sobre as alas em disputa, e poder com liminares, pareceres e julgamentos definirem não são como manteriam ou rasgariam a Constituição acabaram por importar as disputas políticas do regime para dentro do judiciário.
Janot e Gilmar Mendes vivem na troca de ataques.
Janot pediu o impedimento de Gilmar Mendes em casos envolvendo Eike Batista depois que esse concedeu Habeas Corpus.
Depois disso (com ajuda de Gilmar Mendes?) vazou informação de que Janot tem parente defendendo a OAS e também deveria ter impedimentos.
Com a saia justa do pedido de Janot, Carmnn Lucia, presidente do STF, precisa colocar a questão em plenário.
Adiantando-se à votação Marco Aurélio de Mello, vice-decano, o segundo membro mais antigo da mais alta corte nacional já declarou impedido por ter sobrinha no mesmo escritório da esposa de Gilmar Mendes.
A decisão de Marco Aurélio aumentou a pressão sobre o ministro tão amigo dos tucanos.
Mas este já tinha declarado que não se pronunciaria impedido de julgar casos que estejam relacionados com o escritório de sua esposa.
Como está propenso a elevar o “nível do debate”, Gilmar foi a um jornalista do O Globo e declarou: “Os antropólogos, quando forem estudar algumas personalidades da vida pública, terão uma grande surpresa: descobrirão que elas nunca foram grande coisa do ponto de vista ético, moral e intelectual e que essas pessoas ao envelhecerem passaram de velhos a velhacos. Ou seja, envelheceram e envileceram.”
Essa quebra de decoro, xingamentos, pedidos de impedimento expressam como a crise política instalou-se com toda força dentro do STF.
Rachando o plenário entre aqueles que estão se alinhando com a Lava Jato (como Fachin que decidiu que temas da operação serão remetido ao plenário e não a turma que libertou Eike e José Dirceu) e por outro lado, Gilmar Mendes e outros que estão desenvolvendo críticas públicas à Lava Jato e ao MPF.
Essa posição se associa a defesa de interesses do que viemos chamando de “casta política”.
Como desenvolvemos em artigo na recém lançada revista Ideias de Esquerda, em situações de crise da hegemonia como a que vivemos, poderes da burocracia civil ou militar ganham força.
E assim, em nosso país o judiciário colocou-se no centro. Ao fazer isso importou para si as contradições e as crises das alas do regime.
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