quinta-feira, 25 de maio de 2017

PT reafirma opção por eleições diretas e nega boato de conversa com Sarney e FHC

PÓS-TEMER

Notícia publicada pelo jornal 'Folha de S.Paulo' foi desmentida pelos líderes do partido na Câmara e no Senado. "Não há saída para esta crise via eleições indiretas", afirmou a senadora Gleisi Hoffmann
por Redação RBA publicado 25/05/2017 11h35, última modificação 25/05/2017 12h17
Gleise e Zarattini
Zarattini afirmou que, em vez de arranjo no Colégio Eleitoral, é preciso dar ao povo a possibilidade de escolher
São Paulo – A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), líder do partido no Senado, e o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), líder na Câmara, fizeram pronunciamento nas redes sociais nesta quinta-feira (25) para negar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva venha mantendo conversas com os também ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e José Sarney, sobre eventuais saídas para a crise e a substituição do presidente Michel Temer por meio de eleições indiretas, segundo noticiou o jornal Folha de S.Paulo.
"Não há saída para esta crise via eleições indiretas", afirmou Gleisi, acrescentando que nem o PT nem o ex-presidente Lula autorizaram qualquer pessoa a articular uma saída que não passe pela participação popular na escolha do sucessor de Temer. Ela também destacou que tramita no Senado, com o apoio do partido, projeto para a realização de eleição direta.
"A nossa posição, desde que começou esta crise, é a saída pelas diretas. Temos já parecer que foi lido na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Temer não pode continuar no governo. Esse governo está finalizado. Precisamos devolver ao povo o direito de eleger o seu representante", ressaltou a senadora. Segundo ela, "a grande mídia está com muita vontade de que se resolvam as coisas pela eleição indireta", e, por isso, forçam essa versão. 
Zarattini também reafirmou posição pelas eleições diretas como "única saída para superar a crise que estamos enfrentando"."Não é possível sair dessa crise com um arranjo no Colégio Eleitoral. Não vai ser através desse arranjo que vai se resolver. Vai ser dando ao povo a possibilidade de votar e escolher. Temos certeza de que só vamos superar a crise com essa solução democrática", destacou o líder na Câmara. 

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