quarta-feira, 24 de maio de 2017

Renan Calheiros: “Beira à insensatez, beira à irresponsabilidade” convocar o Exército; “Temer age chantageado por um presidiário”

24 de maio de 2017 às 18h24

viomundo
Da Redação
“Beira à insensatez, beira à irresponsabilidade” convocar o Exército como fez Michel Temer, denunciou esta tarde no Senado uma importante liderança do PMDB na Casa, Renan Calheiros.
“Um governo com essa rejeição não pode transferir o seu problema para o Congresso Nacional”, disse Calheiros, segundo o qual é impossível enfiar goela abaixo do trabalhador as reformas trabalhista e da Previdência.
“O PMDB não é um departamento do Executivo”, afirmou Calheiros. Segundo ele, a correlação de forças na bancada do PMDB no Senado é de 3 a 2 em favor de Temer.
“Se esse governo não se sustenta, não serão as Forças Armadas que vão sustentar esse governo”, disse durante o discurso.
Lembrou que, em 1964, antes do golpe militar, Auro de Moura Andrade chamou uma liderança do Exército e perguntou se ele conhecia o artigo 142 da Constituição, que não previa o uso de soldados para reprimir a população.
Segundo Renan, o governo convocou o Exército “de forma dissimulada”, atribuindo o pedido ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que negou ter solicitado a decisão.
O ex-presidente do Senado disse que o governo Temer foi “chantageado publicamente” pelo deputado Eduardo Cunha, ao indicar o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, através de um recado vindo de Curitiba trazido pelo deputado Carlos Marun.
“O povo do Brasil já tá ferrado e quem ferrou o Brasil foi o governo Dilma”, disse em seguida o presidente do PMDB, Romero Jucá, em resposta a Calheiros.
Segundo ele, ninguém tem o direito de subir à tribuna e dizer que o PMDB não apoia Michel Temer.
“Vamos resistir constitucionalmente”, disse Jucá. “Não adianta fazer lista da sucessão”, afirmou. “Se houver confronto, haverá confronto político”, acrescentou. “No grito ninguém vai levar”.
Hoje, Michel Temer recebeu pessoalmente o apoio de 17 dos 22 senadores do PMDB — sob investigação, Zezé Perrella disse que não pode comparecer mais apoia o ocupante do Planalto.
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