sábado, 3 de junho de 2017

Doutor Rosinha: Briga de Aécio com secretário de Beto Richa é salve-se quem puder; veja vídeos

viomundo

03 de junho de 2017 às 10h49

  
Grampos mostram que Aécio chefia quadrilha e noticiário tenta poupar Rossoni
De santo, o chefe da Casa Civil do governo Beto Richa, o tucano Valdir Rossoni, não tem nada.
Sua ficha corrida nos escândalos da política estadual é extensa demais para ser ignorada, embora ele venha se valendo de uma impunidade inexplicável todos esses anos.
Mas a intenção do tucano Rossoni de manter no ar um vídeo em que tripudia sobre as denúncias e comprovações a respeito da participação do presidente nacional do seu partido, o senador afastado Aécio Neves, nos escândalos de corrupção envolvendo a Odedebrecht, não tem outro objetivo senão o da autopreservação.
Notório falastrão e com projeções eleitorais bem definidas, Valdir Rossoni, no vídeo postado em partes na sua rede social, tratou de rapidamente dar satisfações ao seu eleitorado, para que o lamaçal em que Aécio tem mergulhado não respingasse imediata e diretamente nos seus maiores cabos eleitorais no Paraná: Richa e Rossoni.
Os escândalos que envolvem intimamente Rossoni e Richa em denúncias de crimes de improbidade administrativa são inúmeros e de longa data.
Para citar só os mais conhecidos, vale destacar:
*Contratação de um piloto de avião particular, nomeado e pago pela Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).
Caso da sogra-fantasma, Verônica Durau, que nunca trabalhou na ALEP, mas foi nomeada inicialmente no gabinete do então deputado estadual Beto Richa e seu pagamento se manteve na folha salarial do Legislativo mesmo depois de Beto já ser prefeito de Curitiba.
Quando o escândalo veio à tona, Rossoni, então líder do PSDB na Casa, assumiu que a sogra-fantasma era funcionária da Liderança do seu partido.
Por meio do pagamento mensal em seu nome, a ALEP repassava de fato o dinheiro para uma conta do seu genro, Ezequias Moreira, que acumulava salários de servidor da Sanepar, membro do Conselho Administrativo da empresa, braço direito e chefe-de gabinete do então prefeito Beto Richa.
Mais recentemente, Rossoni, voltou às manchetes locais por investigações em fraudes ligadas ao desvio de R$ 17 milhões da Educação, recursos que deveriam ser empregados em obras de reforma e construção de escolas no Paraná.
Ainda, teve inquérito aberto por indícios de prevaricação, quando em 2009, ao presidir o Legislativo Paranaense, engavetou por três anos e dez dias o encaminhamento à CCJ da Casa de um pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para processar Beto Richa, então prefeito de Curitiba, pelo uso irregular de recursos do Fundo Nacional de Saúde.
O pedido se deu a partir de denúncia do Ministério Público, que acatou representação do então deputado federal Dr. Rosinha (PT).
Entenda o piti das gravações
Na noite desta quarta-feira (31), o Paraná TV 2ª Edição, telejornal da afiliada da Rede Globo no Paraná, a RPC TV, divulgou áudios em que Aécio Neves dá uma bronca no governador Beto Richa (PSDB) por causa de um vídeo do secretário estadual Valdir Rossoni, postado na internet
Na reportagem da RPC TV (abaixo), o áudio da conversa de Aécio com a irmã Andrea e da enquadrada de Aécio em Richa aparece no 1min54)
Esse vídeo teria gerado notícia no Paraná Portal, parceiro regional do Universo On-line, o UOL, intitulada “Aliado do Paraná já considera Aécio na cadeia” e chama a atenção o desespero e a agilidade com que a assessoria do senador afastado se mobiliza para tirar do ar primeiro a notícia, depois o vídeo, que poderia suscitar mais denúncias, trazer à tona outros envolvimentos e mais desgastes contra os tucanos.
As gravações são fruto de grampo autorizado pela justiça das conversas de Aécio Neves e de sua irmã, a jornalista Andrea Neves, ambos investigados pela Polícia Federal no caso da JBS (Friboi).
Mas elas evidenciam muito mais coisas que apenas os fatos noticiados pela imprensa paranaense.
Vão além do piti, da saia justa, dos palavrões e das broncas.
Os áudios deixam claro o papel de gângster de Aécio Neves e o comportamento de verdadeiro chefe de uma quadrilha da qual o público só vislumbra até o momento os crimes de corrupção.
Já mereceria uma apresentação em Power Point, não fosse a seletividade dessa tecnologia à serviço das investigações.
As escutas autorizadas pela justiça das conversas dos irmãos Neves ainda evidenciam a relação promíscua desse poderio tucano com a grande imprensa, quando prontamente somem dos veículos as publicações por razões muito distantes do interesse público.
PS de Conceição Lemes:
O deputado federal tucano Valdir Rossoni, secretário da Casa Civil do governador Beto Richa, costuma fazer uma tramissão ao vivo pelo Facebook (live) aos domingos.
É para conversar com os seus eleitores.
Em 16 de abril deste ano, manteve a rotina.
Só que, a essa altura, já estava em toda a mídia que a Odebrecht havia pago propinas milionárias a Aécio Neves, inclusive com depósitos no exterior.
Aécio foi, então, um dos temas da live daquele domingo.
Ao tomar conhecimento, através de sua irmã Andréa, Aécio partiu para cima do chefe de Rossoni, o governador Beto Richa, que ordenou a retirada do vídeo  do Facebook.
Rossoni obedeceu. Apagou a live inteira, que tinha uma hora de duração e onde ele tratava de outros assuntos.
O que restou na internet é apenas um trecho editado. Um vídeo de 3min5s, que reproduzimos abaixo.
Atentem ao que Rossoni diz no 1min39s:
Se a Odebrecht mostrar as contas no exterior do Aécio, com dinheiro roubado depositado lá, ele perdeu o amigo. Até se ele continuar como presidente no PSDB… Ou ele sai da presidência do PSDB ou eu saio do PSDB. 
Rossoni, como muitos golpistas, se vestiu de verde e amarelo para derrubar a então presidenta Dilma Rousseff  e gritar contra a corrupção.
Curiosamente, na mesma semana em que Rossoni gravou o vídeo que deixou Aécio irado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF abrir inquérito contra ele por suspeita de prevaricação para beneficiar o chefe Beto Richa.
Para o PT-PR, os grampos demonstram claramente que Aécio Neves age como “chefe de quadrilha”. E com Rossoni, segundo também o PT-PR, não é diferente.
“Não tem santo nessa história. É uma briga pelo salve-se quem puder”, atenta o Doutor Rosinha, presidente eleito do PT-PR.
“O que há de fato é que os dois são membros do mesmo grupo político”, continua.
“Também possuem o mesmo senso de apropriação indevida do que é público e de eliminação sumária do menor foco de crítica, contrariedade ou de oposição”, frisa
“Na verdade, ambos são hipócritas”, detona Rosinha. “Os dois fazem discursos contra a corrupção, no entanto, são investigados por corrupção.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário