quarta-feira, 21 de junho de 2017

Fux vira casaca e tira operador, irmã e primo de Aécio Neves da cadeia; adiada decisão sobre senador tucano

20 de junho de 2017 às 16h33

  
Da Redação
No que pode ser uma mudança significativa para a votação seguinte — sobre a prisão inédita de um tucano — , o ministro Luiz Fux “virou casaca” e votou com Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello pela liberdade de Mendherson Lima, suspeito de operar propinas para Aécio Neves.
Os ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber queriam manter Mendherson na cadeia. Ele ficará em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
Ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson foi preso depois de transportar de São Paulo a Belo Horizonte parte da propina de R$ 2 milhões pedida por Aécio Neves ao empresário Joesley Batista, da JBS.
O dinheiro foi parar na conta de uma empresa de Perrella.
Por 3 a 2, a primeira turma do STF também tirou da cadeia a irmã de Aécio, Andrea, e o primo do senador, Frederico Pacheco de Medeiros.
Na semana passada, votando ao lado de Barroso e Rosa, Luiz Fux manteve na prisão Andrea Neves, a irmã do senador e ex-presidente do PSDB.
Ainda hoje, na sessão da primeira turma do STF, seria votado o pedido de prisão de Aécio feito pela Procuradoria Geral da República (PGR), mas a primeira turma adiou a análise do caso e também do recurso de Aécio contra o seu afastamento do Senado.
Assessores de Aécio anteciparam que o voto de Fux será o decisivo para o futuro do tucano.
Se o pedido da PGR for rejeitado, o governo ganha fôlego: a prisão de Aécio pode aprofundar a crise interna do PSDB e forçar o partido a rever o apoio a Temer.
O acordo entre PMDB e PSDB prevê que o mandato de Aécio será preservado em troca dos votos tucanos no Congresso para barrar o avanço de qualquer ação da PGR contra Temer.
A surpreendente derrota do projeto de reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, por 10 a 9, embora não encerre o assunto — o relatório segue para a Comissão de Constituição e Justiça — abala o argumento dos tucanos de que é preciso manter Temer no Planalto para garantir as reformas.
Porém, com a soltura dos parentes de Aécio ganha fôlego o casamento PMDB-PSDB. Temer tem motivos para comemorar com Leonid Brejnev.

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