segunda-feira, 5 de junho de 2017

Por Ninguém representa melhor a vergonha indigente do velho eleitor de Aécio do que Ana Paula do vôlei. Por Kiko Nogueira


 Kiko Nogueira

 

Um espectro ronda o Brasil: o espectro do eleitor desaparecido de Aécio Neves.
O tipo que usava até pouco tempo atrás a camiseta “Eu não tenho culpa, eu votei no Aécio” sumiu, depois de ir para as avenidas paulistas gritando que ele era superior em todos os sentidos, inclusive moralmente, à rival vitoriosa nas urnas.
Parte do engodo em que essa turma caiu foi porque a mídia blindou-o a vida inteira. Mas eles foram enganados porque queriam ser enganados.
Ninguém representa melhor as viúvas de Aécio do que Ana Paula do Vôlei, a ex-atleta que embarcou na campanha do tucano com toda a força da falta de inteligência e do fanatismo.
Ana Paula chegou a escrever o seguinte no Twitter, rede social onde vive: “Conheço Aécio e sua índole. Homem de bem, sério e com muito preparo”.
As imbecilidades foram muitas, mas vou parar por aí.
Uma vez desmascarado Aécio, ela vive agora de repetir o clichê de que não tem “bandido de estimação”, ao contrário de petistas. Não é verdade.
Sua obsessão continua sendo Lula e seja lá quem for que a ameace com um projeto “bolivariano” das esquerdas.
Topa qualquer negócio contra essa ameaça vermelha.
Casada com um cidadão filiado ao Partido Republicano, Ana Paula mora no EUA, é naturalizada americana, votou em Trump e se considera “conservadora moderada”.
Trump pode cometer quaisquer barbaridades, não importa — os olhos e ouvidos de Ana Paula estarão sempre voltados para os brasileiros.
Faz parte de um grupo chamado MoroBloco, de seguidores do juiz de Curitiba, um negócio que ninguém explicou ainda o que é e para que serve.
Numa entrevista à BBC Brasil do ano passado, se declarou admiradora de Ronaldo Caiado e de Antonio Anastasia. Anastasia, de acordo com ela, “trouxe uma serenidade que falta à nossa política no processo do impeachment”.
Está-se vendo a serenidade que o pupilo de Aécio e seus comparsas de PSDB nos trouxeram.
Sobre Jair Bolsonaro, ela é igualmente nonsense. “Penso do Bolsonaro o que penso do Obama: discordo de 90% do que ele fala, mas sei que é um cara do bem, que tem coração bom, uma índole boa.”
É mais ou menos a mesma estupidez que ela proferiu a respeito da “índole” do Mineirinho da Odebrecht, que ela jurava conhecer. 
O que a levou a pagar mico apoiando cegamente um jagunço como Aécio Neves foi o ódio. A derrocada daquele que ela chamou de “líder” não serviu para uma autocrítica, mas para continuar na mesma cavalgada, apenas trocando o canalha que ela jura que é santo.
Quem vai ser o cavalo da vez? Eu faço uma aposta. Começa com Jair e termina com Bolsonaro. Afinal, ele é um cara do bem e tem um coração bom.
Os velhos fãs de Aécio Neves são, afinal de contas, como ele: não valem um pão de queijo.

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