sexta-feira, 23 de junho de 2017

Reforma trabalhista ainda tem maioria na CCJ, mas base se corrói

miudim
O Estadão de hoje dá conta que “pelo menos dez senadores de partidos aliados do governo Michel Temer resolveram nesta semana se declarar “independentes”. Os parlamentares demonstram desconforto com a crise no Planalto e pedem reação do Congresso por uma pauta própria. Parte desses senadores não se identifica com a agenda das reformas trabalhista e da Previdência”.
Marcelo Auler, em seu blog, analisa a tendência dos votos na Comissão de Constituição e Justiça, que vota na semana que vem o projeto da reforma trabalhista e diz que “as chances de o projeto ser rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal cresceram. Dos 14 votos necessários para derrubá-lo – considerando que 26 senadores estarão votando e que o presidente, Edson Lobão (PMDB-MA) só vota para desempatar – a oposição à mudança legislativa, hoje, já contabiliza 11 votos certos. Há ainda a possibilidade de outros dois senadores, dados como indecisos, engrossarem esse placar, elevando-o para 13. Faltará então um único voto para o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 38, de 2017  ser recusado pela segunda Comissão daquela Casa.” (leia aqui a matéria completa)
Ainda não é provável que isso ocorra, mas já deixou de ser impossível e é bom lembrar que o govern0 contava com quatro votos da vantagem na Comissão de Assuntos Sociais e acabou perdendo por um: 10 a 9.
A régua política, porém, mede hoje com imprecisão, porque até quarta-feira, dia da votação, já terão surgidos os “fatos novos” que estão sendo guardados por Rodrigo Janot para a denúncia de Michel Temer ao STF.
O quão graves e impactantes serão, é impossível prever, embora o Procurador Geral da República, a esta altura, saiba que lama pouca não suja Temer, de tão lambuzado que já está. Imagina-se, por isso, que tenha um balde cheio para atirar-lhe.
Não é preciso ter vivido muito tempo para saber;  basta um ano e meio para aprender como “bases governistas” desfazem  rapidamente no Brasil.
E assim vai o nosso pobre país, reduzido à condição de tomar “pitos” no exterior até da primeira-ministra da Noruega, que disse esperar uma “limpeza” na política brasileira.
Dona, embora a senhora esteja metendo o nariz onde não é chamada, tenho de lhe dizer que está difícil…
  •  
  •  

Nenhum comentário:

Postar um comentário