quinta-feira, 20 de julho de 2017

Cavalar! Opção subir 16% a gasolina mostra gravidade do rombo

vematras
Como dizem os gaúchos, “não tem chorumela”.
Não adianta Miriam Leitão dizer que o “Com alta de impostos, governo estima impacto de 7% sobre o bolso do consumidor”.
O aumento é de 41 centavos por litro na gasolina, sem choro nem vela. Como o preço médio nacional, segundo a ANP, é de R$ 3,485 (sem o aumento desta semana da Petrobras), o reajuste é de 11,76%.
No óleo diesel, 22 centavos, o que, sobre um preço médio de R$ 2,939 dá 7,5%.
No etanol, 21 centavos são  8,67% sobre o preço médio ANP de R$ 2,423.
O aumento dos combustíveis atinge em cheio aquele que vem sendo o centro da queda da inflação, o grupo dos alimentos in natura.
Quer entender? Um caminhão carregado de 15 toneladas de batatas que vão ser vendidas a R$ 1 no atacado ( é até menos) e, portanto, tem uma carga de 15 mil reais, consome  o mesmo que um caminhão que carrega 800 televisores que vão ser vendidos ao logista (ou distribuidor) por R$ 800,transportando uma carga de 640 mil reais. Ok, tem uma diferença no frete, pelo tipo do caminhão e o valor do seguro, mas, mesmo assim, o custo logístico dos alimentos é infinitamente maior.
E vá indo adiante: transportes públicos (táxi, ônibus), prestadores de serviços que dependem de automóvel, entregas de todo tipo – desde a pizza até carro do gás, , serviços em domicílio… Em tudo um reajuste cavalar como este – quando alegadamente se tem uma inflação anual de 3%- tem imenso impacto, porque combustíveis estão na cadeia de custos de tudo.
Muito mais relevantes, porém, que os impactos inflacionários reais – que não são pequenos – são os impactos políticos de um Governo que optou por colocar em risco o único fator de percepção positiva que tem, o da queda da inflação.
É este o indicador para julgar a gravidade da crise em que estão metidos, o fato de estarem vendendo o único que tem de importante, o único argumento que Temer tem a seu favor.

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