domingo, 23 de julho de 2017

Por que não com “doações privadas”, Doria? Ou com crédito do Itaú?

buracos
Com grande destaque, na home do Estadão, está a notícia de que João Dória  está pedindo R$ 1 bilhão para um programa de recapeamento das ruas de São Paulo.
Não moro lá, mas por tudo o que me dizem, de fato há problemas. Mas, convenhamos, recapeamento asfáltico é, essencialmente, uma despesa essencialmente de manutenção, não um investimento estruturante, como abrir ou ampliar vias de fluxo de trânsito. avenidas, pistas seletivas ou estradas.
O curioso na matéria é que, agora que se trata de um investimento significativo, Dória não fala que vai levantar recursos com a sua incrível capacidade de despertar os sentimentos de solidariedade social das empresas.
Um cobertor aqui, um remédio prestes a vencer, uma pracinha reformada em troca de publicidade ou de contratos de exploração privada, é mole, sobretudo quando os empresários estão loucos para converter um pateta em alternativa presidencial. É marketing com financiamento “limpo” e digno de aplausos gerais, não é?
Mas, claro, quando é “pra valer” é preciso recolher ao bom e velho Estado e ao “maldito BNDES”, aquela máquina de subsídios imorais e ralo do dinheiro público, com seus juros mais baixos e prazos esticados até 20 ou 30 anos.
Ou não é por isso que Dória vai pedir ao BNDES e não ao Itaú ou ao Bradesco, ou ainda ao Santander que, afinal, comprou o Banespa e deveria, por isso, ter maiores ligações com São Paulo?
Ah, será porque os juros do “mercado” são impagáveis para projetos de retorno social? Será porque não dão prazo compatível com a capacidade de governos em se financiar?
Bem, ao que me conste não há buracos nas vias usadas por empresários que, cada vez mais, se deslocam de helicóptero. Ao ponto de fazer da cidade a capital mundial destas aeronaves, com 411 aeronaves registradas, em 2013, contra os 120 que tinha, então,  Nova York, nos Estados Unidos.
Com dinheiro público farto, qualquer um pode ser “gestor”, não é, “seu” Dória. E ainda dá para conseguir um “desconto” pagando à vista com uns votos para o Temer se manter por lá.

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