
O ex-presidente da OAB/RJ e deputado federal Wadih Damous (PT/RJ) vai visitar o ex-presidente Lula, na condição de seu advogado, na manhã de hoje, na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba; será a primeira vez que Damous avistará seu cliente, desde que teve acesso negado pela juíza da execução penal, Carolina Lebbos
21 DE MAIO DE 2018 ÀS 07:34 // INSCREVA-SE NA TV 247 

247 - O ex-presidente da OAB/RJ e deputado federal Wadih Damous (PT/RJ) vai visitar o ex-presidente Lula, na condição de seu advogado, na manhã de hoje, na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Será a primeira vez que Damous avistará seu cliente, desde que teve acesso negado pela juíza da execução penal, Carolina Lebbos. Após a visita, distribuiremos um link com as declarações do deputado, imediatamente.
O encontro tornou-se possível em virtude da decisão do TRF-4, na quinta (17/05), que concedeu liminar impetrada pela OAB/PR para que Damous tivesse livre acesso a Lula. Os advogados de Lula têm direito de visitar o ex-presidente de maneira ilimitada, diferente do que acontece com familiares e amigos.
O parlamentar revelou estar ansioso para encontrar o ex-presidente Lula e disse que tem muitas cartas para entregar a ele. “Tenho carta à beça para levar a ele e prestar-lhe a assistência profissional que ele me deferiu, me outorgando a procuração que havia sido desconsiderada pela juíza Lebbos”, declarou.
Um pouco de história
No dia 23 de abril a juíza federal Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, negou que o deputado Wadih Damous fosse reconhecido como advogado do ex-presidente Lula — preso desde 7 de abril. A magistrada baseou sua decisão no entendimento de que parlamentar não pode exercer advocacia enquanto está na função legislativa, seja a favor ou contra os interesses do Estado.
A juíza já havia negado outros pedidos de visita a Lula: o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel e o Frei Leonardo Boff, também foram impedidos de visitar Lula. Para Lebbos, apenas os familiares e advogados do ex-presidente poderiam visitá-lo naquele momento.
Na ocasião, Damous reagiu com indignação: "Essa juíza está produzindo um festival de arbitrariedades e abusos de autoridade. Não permitir, por exemplo, que Leonardo Boff venha dar conforto espiritual e religioso a Lula é um atentado à liberdade de culto. Impedir que o Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel visite e faça inspeção na cela de Lula rebaixa o Brasil na escala internacional das nações. Só no Estado de Exceção que nós já estamos vivendo um juiz se comporta dessa forma", sentenciou.
Oito entidades da magistratura atacaram o ex-presidente da OAB/RJ pelo que consideraram críticas ofensivas à juíza Lebbos. Abaixo assinado com mais de 400 signatários – na maioria, juristas, procuradores e advogados – se solidarizaram com Damous. Outra nota, assinada por cerca de 40 juízes e desembargadores do Trabalho, também apoiaram o deputado.
A OAB/PR entrou com um mandado de segurança para que o direito de Damous e Lula fosse preservado. Na quinta (17/05) a segunda instância da Justiça do Paraná (TRF-4) reconheceu o pedido, conferindo ao deputado o direito de visitar seu cliente.
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