viomundo
11 de maio de 2018 às 13h04
Da Redação
Em entrevista à rádio Super Notícia, de Minas Gerais (ver trecho acima), o capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro procurou justificar o relatório enviado pelo diretor da CIA ao secretário de Estado Henry Kissinger, em 1974, no qual fica claro que o então ditador Ernesto Geisel sabia de execuções de adversários da ditadura militar.
Segundo o documento, divulgado no site do Departamento de Estado, Geisel autorizou a continuidade de um esquema que havia eliminado fisicamente 104 “subversivos” sob o governo de seu antecessor, o ditador Emilio Garrastazu Médici.
Geisel determinou que as execuções realizadas pelo Centro de Informações do Exército fossem autorizadas antes pelo seu chefe do Serviço Nacional de Informações, João Baptista Figueiredo, que o sucederia no Planalto.
Na entrevista de hoje, Bolsonaro primeiro comparou os acontecimentos a um “tapa no bumbum”, do qual qualquer pessoa pode se arrepender.
Depois, duvidou da existência do próprio relatório.
Em seguida, afirmou que poderia ser apenas um “ouvir dizer” de um agente da CIA, repassado ao diretor da época, William Colby, que assina o documento.
Finalmente, lembrou que o próprio dono das Organizações Globo, Roberto Marinho, assinou editorial apoiando a ditadura militar, já nos estertores do regime.
Bolsonaro, candidato ao Planalto, disse que se assumisse o poder não faria o mesmo com seus adversários, “porque as circunstâncias não são as mesmas”.
Finalmente, recorreu a uma diatribe contra partidos e militantes de esquerda.

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