247 - O serviço de inteligência do governo subestimou o impacto da greve de caminhoneiros iniciada há uma semana e não previu o risco de desabastecimento. Temer e assessores ignoraram alertas da categoria, demoraram a abrir negociação e, por fim, selaram um acordo cientes de que poderia não ser cumprido.
“Temer, por exemplo, não mexeu na agenda de compromissos nos dois primeiros dias de protestos --esteve inclusive em um evento político do MDB para manifestar apoio à pré-candidatura de Henrique Meirelles à Presidência. Apenas no quarto dia, quinta-feira (24), o governo passou a adotar o discurso da prática de locaute, a ação de empresários por trás do movimento.
Na principal reunião sobre o tema, naquele mesmo dia, no Palácio do Planalto, líderes de entidades do setor preveniram o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil): não tinham poder de comando sobre todos os manifestantes. Padilha respondeu que, mesmo assim, era preciso algum anúncio porque o país, nas palavras do ministro, não poderia parar. Assim foi feito. O acordo não foi cumprido pelos manifestantes”.
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