247 - O ex-diretor da Odebrecht Realizações Imobiliárias Paul Elie Altit, relatou em depoimento ao Ministério Público do estado de São Paulo que a empresa abastecia os cofres do caixa 2 da empreiteira ao comercializar e receber até 30% dos valores dos imóveis de alto valor fora dos registros contábeis. A estratégia ficou de fora das investigações da Lava Jato, já que o foco da operação estava concentrado nos recursos irregulares feitos por meio de operações no exterior.
A suspeita é que o dinheiro que entrou por fora dos registro contábeis tenha sido utilizado para pagar fornecedores da empreiteira e para esquentar o dinheiro originário de atos de corrupção ou de lavagem de dinheiro, segundo o jornal Folha de São Paulo.
Altit depôs no âmbito das investigações sobre corrupção nas obras de construção do projeto Parque da Cidade, empreendimento imobiliário da Odebrecht na zona sul de São Paulo, que possui mais de 16 mil metros quadrados de área construída.
Os promotores do caso acusam o ex-secretário municipal de Controle Urbano Orlando de Almeida Filho e o filho, Orlando de Almeida Neto, de terem recebido propina de R$ 6 milhões para acelerar a tramitação e aprovação do projeto junto aos órgãos municipais. Ainda segundo a promotoria, o esquema teria sido iniciado na gestão do então prefeito Gilberto Kassab (PSD), atualmente à frente do Ministério da Ciência e , Tecnologia do governo Michel Temer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário