
Frei Sergio Antonio Görgen, que em conjunto com outros cinco militantes dos movimentos sociais iniciou uma greve de fome reivindicando ao STF a liberdade de Lula, explica que, desde os tempos de Mahatma Gandhi, o ato de não se alimentar é um instrumento de luta; "Se o judiciário for indiferente com nosso ato, será negligente também com o povo brasileiro"; afirma; assista a íntegra da entrevista
TV 247 - Frei Sergio Antonio Görgen, religioso da Ordem dos Frades Menores (Franciscanos), concedeu entrevista à TV 247 nesta semana, relatando a inciativa de fazer uma greve de fome em conjunto com outros seis militantes dos movimentos sociais, reivindicando ao Supremo Tribunal Federal (STF) a liberdade imediata do ex-presidente Lula.
Frei Görgen esclarece que a greve de fome é um instrumento de luta legítimo. "Queremos chamar atenção dos seis ministros do STF, além do juiz Sérgio Moro e os juízes do TRF-4 que também julgaram Lula. Se eles forem indiferentes, serão negligentes com o povo brasileiro que está morrendo de fome e doenças", ressalta.
O religioso afirma que já esperava ações corruptivas do poder legislativo, mas não imaginava que o poder judiciário rasgaria a Constituição Federal de 1988. "Me entristece muito o apodrecimento de setores do judiciário", lamenta.
"Nós seis seremos o termômetro do judiciário brasileiro, é preciso que essa parcela da sociedade recupere sua sensibilidade social e que cumpra a lei", conclui Frei Sergio Antonio Görgen.
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