
Quem afirma é a deputada federal Erika Kokay (PT-DF); "No Brasil da Justiça seletiva e partidarizada, Haddad vira réu por construir ciclovias, enquanto Alckmin - presidenciável tucano - sequer é investigado por roubar merenda de crianças"
22 DE AGOSTO DE 2018 ÀS 10:24 // INSCREVA-SE NA TV 247 

Brasília 247 - A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) criticou a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que aceitou uma denúncia contra o candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, e o tornou réu em uma ação de improbidade administrativa, segundo informou o Ministério Público estadual paulista.
"No Brasil da Justiça seletiva e partidarizada, Haddad vira réu por construir ciclovias, enquanto Alckmin - presidenciável tucano - sequer é investigado por roubar merenda de crianças", escreveu a parlamentar no Twitter.
Em nota, a assessoria de imprensa do ex-prefeito afirma que o despacho do juiz Kenishi Koyama, que aceitou a denúncia, afasta a possibilidade de dolo de Haddad. "O ex-prefeito Fernando Haddad diz que o próprio juiz Kenishi Koyama em seu despacho cita as medidas tomadas pelo prefeito no âmbito da Controladoria-Geral do Município, por ele criada, como argumento para afastar qualquer culpa ou dolo. Diz o juiz: 'A criação da CGM dá sinais de que o mandatário não tinha qualquer intento ilegal'", afirma a nota.
Ações de improbidade administrativa correm na área civil, não na área criminal. Não há pena de prisão prevista para condenados por improbidade. Entre as penas previstas estão a perda dos direitos políticos e o pagamento de multa.
Escândalo da merenda
De acordo com a investigação da Polícia Civil, foram identificados desvios em contratos firmados entre a Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), de Bebedouro (SP), e a Secretaria de Estado da Educação do governo Geraldo Alckmin (PSDB), além de 22 prefeituras do estado de São Paulo.
Em janeiro de 2018, após 2 anos de investigação, o Ministério Público (MP-SP) denunciou o deputado estadual e ex-presidente da Alesp Fernando Capez (PSDB) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Também foram denunciados Fernando Padula Novaes, ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação; Dione Maria Di Pietro, ex-coordenadora da Educação; e mais 6 pessoas, entre assessores, lobistas e cooperados.
A Justiça aceitou a denúncia contra Capez em maio e o parlamentar tornou-se réu no caso. De acordo o MP, o valor desviado foi de R$ 1,1 milhão (cerca de 10% do valor dos contratos da merenda), e o dinheiro foi usado na campanha de Capez em 2014.
*Com informações da Reuters
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