Mauro Lopes - Prosseguia, ao fim da tarde deste domingo (5), o impasse nas negociações entre o PT e o PC do B ao redor da aliança dos dois partidos para a eleição de 2018. A direção nacional dos comunistas tem reunião marcada para o fim da noite com o objetivo de tomar uma decisão final, posto que o prazo legal para inscrição das chapas encerra-se nesta segunda. Até o momento (perto de 19h de domingo), a direção do PC do B mantinha sua posição: ou o PT aceita Manuela D'Ávila como vice agora ou o partido seguirá com sua candidatura no primeiro turno.
O PT reluta em aceitar os termos do PC do B. A direção do partido deseja lançar a chapa Lula-Haddad para que o ex-prefeito de São Paulo e atual coordenador do programa de governo assuma a cabeça da chapa, se Lula tiver seu nome impugnado. Se Lula conseguir o registro, Manuela seria sua vice. Se Haddad assumir a posição de Lula, a candidata do PC do B teria do mesmo modo o lugar de vice.
Apesar das promessas, os comunistas sentem-se inseguros e desprestigiados pela posição da cúpula do PT, que deixariam Manuela "no sol e na chuva" até uma decisão final e o PC do B sem candidatura própria caso aconteça alguma reviravolta.
Para o PT, a chapa Lula-Haddad tem um segundo aspecto relevante. Com a composição, fica consolidada a eventual candidatura de Haddad à Presidência se Lula for impugnado. Caso defina-se imediatamente a chapa Lula-Manuela, sem seu nome na composição, Haddad é quem ficaria "no sol e na chuva" e as articulações em torno de um eventual substituto de Lula permaneriam em aberto, com a possibilidade de novos nomes serem cogitados no jogo de pressões e contrapressões dentro da sigla.
As próximas horas trarão a resposta.
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