247 - O jornalista e escritor Leonardo Sakamoto em artigo publicado no UOL, projeta como será o próximo pleito eleitoral. Ele considera que "a campanha eleitoral terá poucas propostas e muito ódio".
"O mais provável é que tempo importante das campanhas em rádio, TV e internet seja gasto para atacar e desconstruir. Não que mostrar a incongruência, a ignorância, a incompetência ou mesmo a incapacidade crônica do adversário não seja importante para evitar que o eleitor eleja uma jaca para o Palácio do Planalto. Contudo, relevante também é entender como sairemos do atoleiro", observa Sakamoto.
Ele afirma que, olhando para os candidatos e para a cobertura da própria imprensa, a população tem a impressão de que o tema central da campanha será o próprio Lula. "Claro que as eleições dependem do que vai acontecer com ele como pré-candidato e se será capaz de transferir votos a outra pessoa. Mas seria bom os pré-candidatos começarem a ser intensamente cobrados sobre o desemprego", diz.
"Boas campanhas de rádio e TV custam caro. Sem recursos por conta da proibição legal de financiamento privado empresarial, deve aumentar o conteúdo circulando em redes sociais e aplicativos de mensagens. Que atuam muito melhor, em sociedades ultrapolarizadas como a nossa, para desconstruir pessoas e ideias do que para apresentar propostas. A propaganda negativa oficial e, principalmente, a extraoficial, bancada por simpatizantes de forma irregular, vai dominar o cenário", observa.
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