
Análise do setor de política da corretora XP Investimentos diz que as três pesquisas seguidas “confirmam a substancial subida de Lula - que se estivesse solto poderia levar a disputa já no primeiro turno, e o potencial de votos que ele pode transferir não é nada desprezível"; relatório afirma ainda que se Fernando Haddad substituir Lula poderá chegar perto do tamanho de um Bolsonaro com alguma tranquilidade e mais rápido do que se esperava”
22 DE AGOSTO DE 2018 ÀS 10:45 // INSCREVA-SE NA TV 247 

247 – Análise do setor de política da corretora XP Investimentos – a maior do país -, enviada para os seu clientes através do WhatsApp, já se dobra a incrível musculatura política do ex-presidente Lula. Relatório tem como base as três pesquisas seguidas que, segundo o documento, “confirmam a substancial subida de Lula - que se estivesse solto poderia levar a disputa já no primeiro turno, e o potencial de votos que ele pode transferir não é nada desprezível. Fernando Haddad, que deve substituir Lula, poderá chegar perto do tamanho de um Bolsonaro com alguma tranquilidade e mais rápido do que se esperava”.
De acordo com o texto da XP, a "campanha do PT se baseará na máxima “Lula é Haddad e Haddad é Lula”. E, convenhamos, quem viu as peças de propaganda do PT nos últimos dias sabe que o partido não “perdeu a mão”, já faz e fará campanha muito bem, especialmente em aspectos emocionais - e no primeiro turno com foco no eleitorado tradicional de Lula, não precisam nem ampliar o espectro para terem um bom resultado. A máquina do PT já não é obviamente a mesma, mas ainda existe e está azeitada”.
Leia abaixo a análise da XP Investimento:
Logo após a prisão de Lula afirmamos que isso traria um interesse acima da média sobre o ex-presidente, que se manteria no centro do tabuleiro político e manejando muitas peças do jogo. Da prisão em Curitiba, Lula confirma nossa predição e controla com relativa facilidade parte das eleições presidenciais de 2018.
Três pesquisas seguidas confirmam a substancial subida de Lula - que se estivesse solto poderia levar a disputa já no primeiro turno, e o potencial de votos que ele pode transferir não é nada desprezível. Fernando Haddad, que deve substituir Lula, poderá chegar perto do tamanho de um Bolsonaro com alguma tranquilidade e mais rápido do que se esperava.
A campanha do PT se baseará na máxima “Lula é Haddad e Haddad é Lula”. E, convenhamos, quem viu as peças de propaganda do PT nos últimos dias sabe que o partido não “perdeu a mão”, já faz e fará campanha muito bem, especialmente em aspectos emocionais - e no primeiro turno com foco no eleitorado tradicional de Lula, não precisam nem ampliar o espectro para terem um bom resultado. A máquina do PT já não é obviamente a mesma, mas ainda existe e está azeitada.
Fernando Haddad, quanto mais aparente que pode chegar ao poder, mais novos amigos ganhará. Parte da base do MDB e do Centrão do Nordeste que apoiava Lula, mas observava como se sairia seu substituto, deve voltar a progressivamente a se engajar na campanha presidencial do petista.
Jair Bolsonaro segue fortíssimo candidato a ter a outra vaga no segundo turno. Parte porque ele tem feito campanha muito competente no seu eleitorado, parte porque o crescimento de Lula ajuda - e ajudará - Bolsonaro, e o de Bolsonaro ajudará Lula, que ajudará Bolsonaro, e por aí vai. O mês que vem trará um desafio interessante a Jair Bolsonaro, que terá de encontrar meios eficientes de resposta aos ataques que sofrerá na televisão, especialmente da campanha de Alckmin. Segue chamando a atenção o fato de ele não ter grande desempenho no segundo turno. Isso pode lhe custar alguns votos úteis na centro-direita nos últimos dias de campanha.
Marina, Ciro, Meirelles e Álvaro Dias não têm desempenho que justifique comentário. Nenhum deles estará no segundo turno, ou terá muito potencial de deslanchar uma campanha forte o suficiente para furar as bolhas do Lulismo de um lado, e de Bolsonaro do outro.
Por último, Geraldo Alckmin.
Hoje temos uma espécie de guerra de trincheiras - Lula de um lado, Bolsonaro de outro, e o centro é a terra de ninguém. A única possibilidade de Alckmin romper esta lógica e conseguir falar com o eleitor é portanto usando seu latifúndio na televisão a partir de 31/8, foi por isso que tanto esforço em ter o centrão foi feito. Descartamos um crescimento de Alckmin? Não. Ele vai crescer em São Paulo e no Brasil, isso é quase uma obviedade. O que não é óbvio hoje é se será a ponto de ir para o segundo turno, onde ele tem desempenho bom contra os adversários. Não é fácil a vida do ex-governador, mas há que se esperar um pouco mais, e é por isso que ainda o consideramos no primeiro pelotão dos que lutam por duas vagas no segundo turno: Fernando Haddad, Jair Bolsonaro, e Geraldo Alckmin.
XP Política
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