Publicado em 26 setembro, 2018 7:27
am
Reportagem de José Marques
na Folha de S.Paulo informa
que, denunciado sob acusação de fraude durante a gestão do tucano
Geraldo Alckmin (2011-2018), o engenheiro Pedro da Silva formou um
patrimônio milionário em imóveis enquanto cuidava das obras do Rodoanel, como
gerente e depois diretor da Dersa (estatal rodoviária paulista).
Segundo a publicação, do início das
obras do trecho sul, em setembro de 2006, até o ano passado, Silva gastou 18
vezes mais na compra de terrenos e imóveis, como pessoa física ou por meio de
suas empresas, do que havia pago nesse tipo de bem até então. Os dados
foram levantados pela Folha em cartórios de São Paulo e Minas Gerais.
Investigação da Polícia Federal apontou que entre 2013 e 2017 as empresas de
Silva giraram aproximadamente R$ 50 milhões, com depósitos de “vultuosas
quantias em espécie tendo como depositantes indivíduos que, em tese, não têm
condições econômico-financeira para tanto”.
Funcionário de carreira da Dersa,
Silva era o gerente de construção do trecho sul do Rodoanel, iniciada no fim de
2006, na gestão Cláudio Lembo (então PFL) e inaugurada no governo José Serra
(PSDB). Em 2010, foi promovido à Diretoria de Engenharia do órgão, sucedendo
a Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que é réu sob acusação
de corrupção em desapropriações referentes ao Rodoanel Sul. Silva é acusado
pelo Ministério Público Federal de fraudes na obra do Rodoanel Norte, que
começou em 2013 e ainda não foi concluída, completa a Folha.
Pedro da Silva, ex-diretor de
Engenharia da Dersa – Roberto Navarro/Alesp

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