— É notório um abuso do poder de litigar. É preciso realmente colocar freios – disse.
As declarações foram dadas nesta quarta-feira antes do início da sessão no plenário do Supremo. Segundo o ministro, o Brasil corre o risco de reviver uma espécie de Plano Cohen, documento forjado que serviu para justificar a ditadura do Estado Novo às vésperas da eleição. Além disso, ele colocou em dúvida a isenção de investigadores do ponto de vista político, chamando atenção para o fato de apurações antigas, de quatro anos ou mais, só resultarem em denúncia na véspera da eleição.
— Sabemos lá que tipo de consórcio há entre algum grupo, por exemplo, de investigação do Gaeco e um dado candidato? Temos que tomar cuidado, porque, do contrário se pode fazer um plano Cohen, alguma coisa inventada que vai resultar num escândalo que afeta o resultado eleitoral. É bom isso para o país? É bom que uma instituição que tem que zelar pela democracia atue dessa forma? — questionou o ministro, referindo-se ao Ministério Público.

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