247 - Após a pressão dos candidatos petistas ao legislativo, o PT começa a considerar a hipótese de criticar diretamente o candidato Jair Bolsonaro, informa a jornalista Mônica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo. O cenário ainda é de 'paz e amor', que vem dando certo segundo parte da equipe de Fernando Haddad (PT). Mas com o 'estancamento' da candidatura do ex-militar, um ataque mais direto passa a ser consequência natural. Os candidatos ao legislativo pelo PT do Rio alegam que após a saída de Lula da corrida eleitoral, parte da população de baixa renda migrou para Bolsonaro e que esse votos podem ser 'devolvidos' ao PT.
A coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de São Paulo destaca que "o PT analisava, desde a semana passada, a conveniência de também criticar Jair Bolsonaro (PSL-RJ). A pressão para que isso ocorra vem de candidatos ao parlamento, em especial do Rio de Janeiro. Eles apontam que parte do eleitorado de baixa renda que tradicionalmente votava no partido migrou para o capitão reformado".
Segundo a jornalista, o PT ainda vai se manter no ritmo sereno, mas já acumulou material para iniciar a desconstrução do ex-capitão: "parte da equipe de Fernando Haddad (PT-SP) defende, no entanto, que enquanto ele continuar subindo nas pesquisas e a rejeição do capitão reformado seguir alta, o PT mantenha a campanha 'paz e amor' adotada até agora. Segundo um integrante do grupo, o partido já reuniu arsenal para disparar contra o presidenciável do PSL. Ele ficaria armazenado para o segundo turno".
O dado sobre as migrações de votos, após a saída de Lula da cena eleitoral é eloquente: Bolsonaro abocanhou um 'naco' do patrimônio tradicional de Lula, como sublinha a coluna da jornalista: "quando Lula, até agosto, era incluído em pesquisas eleitorais, antes de ter o registro da candidatura indeferido, Bolsonaro tinha 11% entre eleitores de baixa renda, contra 49% do petista. Sem o ex-presidente, ele saltou para 14%, nas primeiras sondagens. E apareceu com 17% na mais recente pesquisa do Datafolha".
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