#FORABOLSONARO
Com a hashtag #LutoPelas100MilVidas, centrais sindicais e movimentos sociais convocaram atos pelo Brasil
Publicado 07/08/2020 - 13h26
Gibran Mendes/CUT Paraná

Com 100 cruzes fincadas no chão, em frente à sede do governo paranaense, manifestantes pedem a responsabilização de Bolsonaro pelos 100 mil mortos por covid-19
São Paulo – Diversas cidades do país realizam, desde a manhã desta sexta-feira (7), manifestações e paralisações no Dia Nacional de Luta e Luto, contra o presidente Jair Bolsonaro e sua condução no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.
Com a hashtag #LutoPelas100MilVidas, centrais sindicais e movimentos sociais convocaram atos em várias regiões do Brasil. Em Belo Horizonte, Belém e Maceió, trabalhadores estenderam cartazes pela cidade para defender a saída da presidente da República.
Em Aracaju, movimentos colocaram cruzes na Praça General Valadão, na região central. A mesma ação foi repetida na capital paranaense, em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual. Ambos pedem a responsabilização de Bolsonaro pelos 100 mil mortos pela covid-19.
Movimento sindical
No começo do dia, metalúrgicos de São José dos Campos, interior de São Paulo, participaram de assembleias e mobilizações em fábricas como as da Caoa Chery, Gerdau e Embraer. Em Jacareí, também localizada no Vale do Paraíba, os trabalhadores da química Basf paralisaram a empresa.
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) também realizou atos na manhã de hoje. Paralisações foram feitas em fábricas de cidades do Grande ABC paulista, entre elas Papaiz, Scania, Metalpart e Toyota.
“Não existem políticas para combater o vírus, mas além do medo de morrer ou de alguém da família ir embora, os brasileiros estão com medo de perder o emprego, de passar fome. Outros países tomaram medidas de preservação do emprego, como a Argentina, que proibiu as empresas de demitirem em momento de calamidade. Aqui é só ver as dificuldades na Campanha Salarial, a nossa principal reivindicação é a manutenção dos empregos”, explicou o secretário-geral do sindicato, Moisés Selerges.
“Hoje é um dia nacional de protesto e reflexão, e também de chamamento ao povo brasileiro para o país mudar de rumo. Porque essas mortes poderiam sim ter sido evitadas se a gente tivesse um presidente da República à altura do nosso povo”, afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre, sobre o Dia Nacional de Luta e Luto.
“Se ele no início da pandemia tivesse ouvido e coordenado um processo de isolamento social que era de fundamental importância ter sido realizado. Quanto mais eficiente nós fôssemos no início, mais rápido nós sairíamos dessa pandemia e dessa crise, poupando vidas e empregos. Ele fez o contrário, desdenhou da situação chamando de gripezinha”, recordou.
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