07/08/2020

'Feridos choravam na nossa porta', diz médico de emergência de Beirute


O médico libanês Faysal Tabbara, 26, relata a dor de ver várias pessoas chorando no hospital onde trabalha, após explosão em Beirute. "Foi de partir o coração ver centenas e centenas de pacientes cobertos de sangue, os feridos graves chorando de dor na porta do nosso setor de emergência, corpos no chão do hospital", contou
Pessoas caminham perto de prédio danificado por explosão em Beirute
Pessoas caminham perto de prédio danificado por explosão em Beirute (Foto: REUTERS/Aziz Taher)
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247 - O médico libanês Faysal Tabbara, 26, estava em seu dia de folga, em casa no momento da explosão que destruiu mais da metade de Beirute
"Foi de partir o coração ver centenas e centenas de pacientes cobertos de sangue, os feridos graves chorando de dor na porta do nosso setor de emergência, corpos no chão do hospital. Mães em agonia por terem perdido seus filhos, pais chorando por terem perdido entes queridos", afirmou. Os relatos foram publicados no jornal Folha de S.Paulo
Na casa do médico o chão tremeu, uma grande massa de ar entrou pelas janelas, que haviam se quebrado, e ele ouviu um barulho ensurdecedor.
"Cada profissional que estava trabalhando ali naquele momento ficou dominado pelo impacto psicológico e emocional. Foi uma tragédia gigante, que sempre estará impregnada no coração dos libaneses", acrescentou. 
O produto químico que provocou a explosão em Beirute chegou à cidade há sete anos, a bordo de um navio de carga de propriedade de um empresário russo que, segundo seu capitão, nunca deveria ter parado na capital libanesa.

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