28/01/2022

Refinaria privatizada por aumenta preços de gasolina e diesel mais do que Petrobrás

 


Acelen, que administra a Rlam desde dezembro, reajustou gasolina em 7,40% enquanto estatal subiu seu preço em 1,85%

www.brasil247.com - Refinaria Landulpho Alves (RLAM)
Refinaria Landulpho Alves (RLAM) (Foto: Divulgação)
 Siga o Brasil 247 no Google News 

Vinicius Konchinski, Brasil de Fato - O preço da gasolina e do diesel produzidos na antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em São Francisco do Conde (BA), subiu mais do que os vendidos pela Petrobras desde que a estatal transferiu a administração da planta de produção de combustíveis a uma empresa privada, a Acelen, em 1º de dezembro do ano passado. 

PUBLICIDADE

De lá para cá, o preço da gasolina tipo A produzida na Rlam, hoje chamada de Refinaria Mataripe, subiu 7,40%. Neste mesmo período, a mesma gasolina vendida a distribuidoras pela Petrobras subiu 1,85%. 

Já o preço do diesel tipo S10, menos poluente, subiu 11,72% em postos de venda da Acelen em menos de dois meses. O diesel S500 aumentou 9,72%. 

PUBLICIDADE
.

Por sua vez, a Petrobras reajustou os dois combustíveis em 7,93% e 8%, respectivamente, no mesmo período. 

Na última vez em que reajustou combustíveis vendidos a distribuidoras, no dia 12 deste mês, a Petrobras informou que passaria a vender gasolina a R$ 3,24 por litro e diesel a R$ 3,61 por litro, na média. 

Já Acelen, empresa que assumiu a Rlam, vende o litro de gasolina por R$ 3,42 e do diesel por R$ 3,62, na média. 

PUBLICIDADE

O preço dos combustíveis pode variar por conta de questões regionais de produção. Segundo a própria Acelen, no entanto, os percentuais de reajustes aplicados nesses preços estão vinculados à cotação do petróleo no mercado internacional e ao câmbio. 

Esses dois fatores também influenciam os reajustes aplicados pela Petrobras, segundo sua política de paridade internacional de preços. Ainda assim, os aumentos em combustíveis vendidos pela estatal foram menores. 

“O que estamos assistindo são as consequências da privatização”, analisou Deyvid Bacelar, coordenador geral da Frente Única dos Petroleiros (FUP) e diretor do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA). 

Nenhum comentário:

Postar um comentário