Crianças Sem Terrinhas têm medo de ir à escola após Acampamento Marielle Vive sofrer dois ataques de arma de fogo neste domingo (10/04)*
Na manhã desta segunda feira (11/04), muitas crianças que vivem no Acampamento Marielle Vive do MST/SP não foram à escola. *Em meio a ameaças, elas vivem sob tensão, com medo e receio de acontecer alguma fatalidade com suas mães, pais, amigos ou de perderem suas casas enquanto vão à escola.*
Poucos dias atrás as 150 crianças Sem Terrinhas também viviam a tensão de um possível despejo, tensão e medos que aos poucos foram dando trégua com a Prorrogação da ADPF 828, que suspende os despejos na pandemia a nível nacional. Não muito distante, elas também viviam as dificuldades da falta do acesso à escola por conta da pandemia e da pouca eficiência pública de acompanhar e propor atividades possíveis em um cenário de falta de acesso à internet e luz.
A luta por garantia dos direitos e cuidados das crianças sempre foi árdua! O Poder Público vai seguir fechando os olhos para a infância, para as crianças Sem Terrinhas?
As mães, pais e responsáveis também temem pela segurança dos/as filhos/as quando estão longe e estão com medo delas saírem do território, no qual sempre se sentiram seguras por conta da organização interna que garante além da segurança física, cuidados com saúde, educação e lazer das e dos pequenos.
*Os ataques de arma de fogo contra o Acampamento iniciaram na madrugada de domingo, cerca de 3h da manhã, quando um homem branco passou de carro atirando na portaria, onde haviam diversas pessoas. O atentado com tiros voltou a se repetir por volta das 20h do mesmo dia. *Esse fato ocorre depois de alguns dias que o STF decidiu pela manutenção da suspensão dos despejos na pandemia até o dia 30 de junho, o que contempla o acampamento e, há pouco mais de um mês que a Câmara de Valinhos aprovou unanimemente o PL 139/2021 propondo o Dia municipal Luis Ferreira de combate à Violência Política em Valinhos/SP.
O medo se tornou constante na vida das famílias do Marielle. Ações de violência e coerção ocorrem desde o primeiro dia de ocupação, como o assassinato do acampado Luis Ferreira, no dia 18 de julho de 2019. As famílias também vivem com o receio de sofrer despejo e perder suas casas, sem ter para onde viver. A situação é grave e implica, inclusive, na saúde e vida de todas as pessoas do acampamento, como as crianças. Por isso, é fundamental que todos que cometeram crimes contra o Marielle sejam punidos, como Leo Ribeiro, assassino de Seu Luis Ferreira que responde em liberdade ainda que tenha cometido assassinato doloso. A impunidade não pode se tornar comum, as autoridades responsáveis devem apurar os fatos e tomar as medidas cabíveis para a punição de quem realizou esses crimes, caso contrário se corrobora com política de morte e violência de Bolsonaro, fortalecendo as pessoas que se sentem na liberdade de seguir cometendo crimes com a certeza da impunidade e morosidade das instituições para apurar tais fatos.
A Prefeitura Municipal de Valinhos precisa criar o assentamento e realizar a regularização das famílias que lutam pelo direito à terra, pela reforma agrária popular. Os direitos das crianças e adolescentes precisa ser assegurado para se evitar novas tragédias, sofrimentos físicos e mentais.*
Acampamento Marielle Vive em luta e resistência!
#MarielleViveFica #BastaDeImpunidade #BrasilSemViolências #SeuLuisPresente

Nenhum comentário:
Postar um comentário