Atualidade da descrição da tortura "não é coincidência, mas decorrência de um país que não resolveu as feridas abertas durante a ditadura", afirma o jornalista

247 - Em sua coluna publicada neste domingo (17) no portal Uol, o jornalista Leonardo Sakamoto repercute o fato de advogado Fernando Fernandes e o historiador Carlos Fico, titular de História do Brasil da UFRJ, terem acessado áudios que comprovam a prática de tortura na Ditadura Militar (1964-85) e afirma que "a atualidade do texto de 46 anos atrás não é coincidência, mas decorrência de um país que não resolveu as feridas abertas durante a ditadura".
"E, se depender do atual governo, que trata torturadores como heróis nacionais, como é o caso do falecido coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, não irá resolver tão cedo", disse.
>>> Áudios do Superior Tribunal Militar provam prática de tortura na ditadura
De acordo com o jornalista, a "metodologia desenvolvida durante esse período e a certeza do 'tudo pode' continua provocando vítimas em delegacias e batalhões policiais espalhados pelo país e nas periferias das grandes cidades, onde a vida vale muito menos que nos bairros ricos".
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE"O impacto de não resolvermos o nosso passado se faz sentir no dia a dia das periferias das grandes cidades, nos grotões da zona rural, em manifestações de rua, com o Estado aterrorizando, reprimindo e torturando parte da população (normalmente mais pobre) com a anuência da outra parte (quase sempre mais rica)", acrescenta.
Leia a íntegra no Blog do Sakamoto
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