No dia 10 de abril, último domingo foi registrado mais um episódio de violência praticada pelo Metrô de São Paulo na estação Sapopemba. Julia jovem negra e lésbica, integrante do coletivo das minas, foi agredida e impedida numa abordagem truculenta e preconceituosa de utilizar banheiro por funcionários  do metrô que, na situação , não leram o seu corpo como suficientemente feminino por usar o espaço, Um dos seguranças envolvidos ainda desferiu um tapa na cara de outra jovem que registrava o ocorrido em vídeo pelo seu celular.

O episódio evidencia o despreparo da equipe e o descompromisso do Metrô em garantir  que suas dependências  sejam ambientes seguros e acessíveis a todos os tipos de corpas a não só aquelas que obedecem a lógica binária de expressão de gênero. Em nota  a mídia , o Metrô de São Paulo diz ter afastado o funcionário por não pactuar com agressões, no entanto entendemos que esta é mais uma maneira, já recorrente, de não se responsabilizar pelos atos.

A Máfia das minas, coletivo cultural de Mauá, repudia ás agressões deferidas pelo Metrô de São Paulo, e convida a todos  á reflexão do ocorrido. Seria esta a última vez-dentre tantas outras que já ocorreram? Sabemos que não, visto que o aparelho repressor do Estado capitalista trabalha incessantemente pelo apagamento destes corpos e das mais diversas minorias. 

Ontem em Sapopemba houve um ato importante contra a lgbtfobia e pelo direito de ir e vir.

Veja alguns vídeos do ato:

JOGRAL DO ATO EM SAPOPEMBA CONTRA LGBTFOBIA NO METRÔ

Juliana Cardoso: O tapa na cara foi em todos nós


Sapopemba: chega de violência e preconceito!!!


Sapopemba teve fora Bolsonaro