06/06/2022

Anistia Internacional quer R$ 2 bilhões da Fifa para indenizar operários da Copa do Qatar

 


Esta é a quantia que a organização distribuirá às 32 seleções participantes do torneio, mas Anistia pede que a Fifa também reserve o mesmo valor para indenização de trabalhadores

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247 - A Anistia Internacional pediu que o Qatar e a Fifa paguem indenizações aos trabalhadores das obras de infraestrutura para a Copa do Mundo, que que acontecerá entre novembro e dezembro. A entidade sugeriu que a Fifa reserve US$ 440 milhões (R$ 2,1 bilhões) para isso. Esta é a quantia que a organização distribuirá às 32 seleções participantes do torneio. A campeã fica com US$ 45 milhões (R$ 216 milhões). As equipes eliminadas na fase de grupos devem receber pelo menos US$ 10 milhões (R$ 48 milhões). As informações foram publicadas nesta segunda-feira (6) pelo jornal Folha de S.Paulo.

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De acordo com Minky Worden, diretora de iniciativas globais da Human Rights Watch, outra entidade que patrocina o relatório, "a Fifa e o Qatar não protegeram os trabalhadores imigrantes, essenciais para a Copa do Mundo de 2022, mas podem agir para indenizar aqueles que foram gravemente afetados e as famílias dos muitos que morreram". 

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Em 60 páginas, o documento "Predictable and preventable: why Fifa and Qatar should remedy abuses behind the 2022 World Cup" (Previsível e evitável: porque Fifa e Qatar deveriam remediar abusos por trás da Copa do Mundo de 2022, em inglês) citou desrespeitos contra trabalhadores imigrantes, as responsabilidades do país e da entidade que comanda o futebol.

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Segundo o documento, "de acordo com as leis internacionais dos direitos humanos, o Qatar tem obrigação de assegurar compensação para cada abuso cometido em seu território, seja ligado à Copa do Mundo ou não". "A responsabilidade da Fifa está em linha com o Guia de Princípios dos Negócios e Direitos Humanos da ONU, procedimentos que se espera de entes corporativos, no qual a Fifa está incluída".

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