Colegas no STF já haviam iniciado votação para suspender trechos de legislação armamentista. Flexibilização gerou farra das armas no país

247 - O ministro indicado por Jair Bolsonaro (PL) para o Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, é responsável por travar, desde setembro do ano passado, o julgamento de ações que contestam os decretos presidenciais para a flexibilização da compra de armas no Brasil.
À época da suspensão do julgamento, segundo O Globo, três dos dez colegas de Nunes Maques no STF já haviam votado para suspender trechos dos decretos. Inclusive, através de decisões liminares de Rosa Weber e Edson Fachin, parte das medidas armamentistas já haviam sido suspensas.
No entanto, para que os trechos sejam derrubados e as medidas da legislação de Bolsonaro deixem de valer, é necessária a conclusão da votação. No momento, como o julgamento está parado, elas seguem valendo.
Ainda de acordo com a reportagem, desde a paralisação da votação feita por Nunes Marques em setembro, quase 270 mil novos armamentos foram comprados por civis devido à flexibilização promovida pelo atual chefe do executivo.
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