16/06/2022

Preço do golpe: FGV diz que pobreza subiu em 2021 ao nível mais alto da série histórica

 


Segundo o levantamento, de 2020 para 2021, mais 7,2 milhões de pessoas entraram na parcela dos que estão abaixo da linha da pobreza, com menos de 210 reais per capita

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(Foto: Agência Brasil)
 

247, com Reuters - A proporção da população que se encontra abaixo da linha da pobreza aumentou 42,11% em 2021, alcançando 23 milhões de pessoas, nível mais alto da série histórica em termos relativos ou absolutos, informou a Fundação Getulio Vargas em pesquisa de seu Centro de Políticas Sociais. De acordo com o levantamento, de 2020 para 2021, mais 7,2 milhões de pessoas entraram na parcela dos que estão abaixo da linha da pobreza, com menos de 210 reais per capita.

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Se comparado ao período pré-pandemia, o número dos que entraram nessa condição chega a 3,6 milhões de pessoas.

Em agosto de 2020, a pobreza atingiu, segundo a FGV, seu menor ponto --3,9%-- da série histórica iniciada em 2015. Já em março de 2021, atinge seu ápice --13,2%--, quando foi interrompido o Auxílio Emergencial.

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"Os brasileiros mais pobres têm de fato vivido uma montanha-russa nos três últimos anos. A renda mensal dos 10% mais pobres já vinha em queda antes da chegada da Covid-19 ao Brasil e despencou a menos da metade no início do isolamento social", dizem os autores da FGV Marcelo Neri e Marcos Hecksher na pesquisa.

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"Desde este mínimo, a renda do grupo foi mais do que quadruplicada até seu pico histórico em agosto do mesmo ano (215 reais), na fase mais generosa do Auxílio Emergencial (AE). Daquele valor de pico, desabou, ficando 15,8% abaixo do nível pré-pandemia (96 reais em novembro de 2021). Este último projeta tendência negativa pois incorpora os valores nominais fixados do novo Auxílio Brasil face o cenário prospectivo de inflação alta, especialmente para baixa renda."

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As estatísticas divulgadas pela FGV refletem os prejuízos do golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff e, em consequência, a implementação da agenda ultraliberal de Jair Bolsonaro e do seu ministro da Economia, Paulo Guedes. Cortes de direitos sociais e trabalhistas, e congelamento de investimentos públicos estão entre as principais características do atual governo. 

Atualmente, o Brasil tem 33 milhões de pessoas passando fome, de acordo com o segundo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) entre o fim de 2021 e abril de 2022. 

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