Nos primeiros quatro meses de 2022, o governo municipal da capital paulista está arrecadando mais de R$ 4 bilhões ou 16,5% frente ao ano passado. O aumento da arrecadação foi influenciado pelo crescimento da inflação no período que foi de 12,5%.
A receita de impostos cresceu 14%, puxada pelo crescimento do ISS de 20,4%. Já a receita patrimonial cresceu quase 315%, que inclui aplicação financeira, crédito de quilômetro e concessões.
As despesas liquidadas cresceram 6,2 ou seja, metade do crescimento da inflação e bem abaixo do arrecadado.
A prefeitura teve um superávit de mais de 7,6 bilhões E com isso, os recursos em caixa chegaram a R$ 31,8 bilhões.
Nos primeiros quatro meses de 2020, a relação com gasto dos servidores do Poder Executivo e a receita corrente líquida foi de 34,04% e no mesmo período deste ano de apenas 33,82%.
O gasto de pessoal frente ao limite prudencial tem uma diferença de R$ 12,6 bilhões, podendo bancar um reajuste grande para os servidores municipais.
A proposta do governo municipal que reajuste em 5% para a maioria dos servidores da educação, provavelmente a partir de setembro, conflita com o crescimento da receita nos primeiros quatro meses de 16,5%.Para os que começaram agora na carreira ou vão entrar por concurso o reajuste será de 32%.
No projeto enviado a Câmara Municipal de São Paulo não é informado o impacto das medidas em termos financeiros.
E seria plenamente possível estender para todos o aumento do piso de 32%. Ou ser possível ter um reajuste maior que 5% ou pelo menos que o reajuste seja concedido em maio, data base dos profissionais da educação.








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