"A medida do compromisso com a democracia no Brasil é a mobilização de todas as forças políticas para repudiar a escalada criminosa estimulada pelo bolsonarismo", diz o ex-ministro
247 - O ex-ministro José Dirceu (PT) alerta para a necessidade de mobilização popular como forma de conter os arroubos golpistas de Jair Bolsonaro (PL) e seus seguidores.
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Em artigo no Poder 360, ele destaca que "a história do nosso próprio país nos ensina que nenhuma manobra ou ameaça à democracia impede a sua volta, pode apenas retardá-la", mas adverte: "temos que ocupar as ruas e praças para garantir eleições livres e democráticas e nosso direito sagrado de votar e eleger nossos representantes no Congresso e nosso presidente".
Ele cita a aliança de Bolsonaro com as Forças Armadas contra as urnas eletrônicas, lamentando o papel desempenhado pelos militares. "Envergonha o país que os autores desse descalabro sejam os militares, herdeiros do tenentismo e da Revolução de 1930 que instituiu o voto secreto e a Justiça Eleitoral. A urna eletrônica representou um avanço extraordinário na informatização do processo eleitoral e colocou fim à fraude generalizada na contagem manual dos votos e na contagem e registro manual nos mapas eleitorais, apesar de o voto ser secreto".
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Sobre o assassinato do militante petista Marcelo Arruda pelo bolsonarista Jorge Guaranho em Foz do Iguaçu, Dirceu lembra: "não é de hoje que se utiliza do medo como meio de amedrontar o eleitor, impedi-lo de votar, ou mesmo como coação para que o eleitor vote contra sua livre e soberana vontade. É exatamente esta a tentativa do bolsonarismo, num movimento coordenado com o ataque às urnas eletrônicas e a tentativa de envolver as Forças Armadas nas eleições, o que viola abertamente a Constituição Federal".
Para o ex-ministro, "a medida do compromisso com a democracia hoje no Brasil é a condenação sem medo e a mobilização de todas as forças políticas do arco democrático para repudiar a escalada criminosa estimulada pelo bolsonarismo".

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