14/02/2023

PRECARIZAÇÃO TOTAL: TRABALHADORAS DA LIMPEZA DAS ESCOLAS DE CUBATÃO ESTÃO SEM SALÁRIOS E SEM DIREITOS TRABALHISTAS




Cerca de 160 trabalhadoras da Safe Serviços, empresa responsável pela limpeza e controladoria de acesso das escolas e da Câmara de Cubatão, estão sem receber os salários, vale-transporte, EPI e uniformes adequados. Os desrespeitos trabalhistas têm se repetido várias vezes nos últimos anos, desde que a empresa abocanhou o contrato, após a extinção da Companhia Cubatense de Urbanização e Saneamento Básico (Cursan).

Segundo a presidente do Sindilimpeza, Paloma dos Santos, tudo acontece mediante silêncio dos dois poderes (Executivo e Legislativo). "Eles têm sido notificados pelo sindicato, assim como o MP, que tem recebido várias representações sobre o assunto. Também já acionamos a Justiça, mas nada é resolvido. A empresa deita e rola com o silêncio da Seduc, Câmara e outros órgãos públicos".

Por sua vez, as trabalhadoras - a maioria mulheres com filhos e chefe de família - sofrem ameaças e acabam não conseguindo se expor para reclamar seus direitos. "Na cidade impera um coronelismo que não deveria mais existir. Todo mundo sabe o que essas trabalhadoras sofrem e que elas só se sujeitam porque precisam trabalhar para sobreviver. Ninguém faz nada. Muitas dessas vagas são de vereadores", denuncia.

A empresa deveria ter pago os salários no último dia 30 e até o momento não há previsão de quando o depósito será feito. Outro problema é a falta de recolhimento do FGTS. E há ainda casos de não pagamento das férias e de verbas indenizatórias de funcionários demitidos.

O Sindilimpeza está chamando as trabalhadoras para uma manifestação nesta terça (14), na Câmara, como forma de pressionar os parlamentares a se posicionarem e cobrarem uma solução definitiva da Mesa Diretora e da Prefeitura.

O SinPMC presta total solidariedade às trabalhadoras e repudia mais esse ataque à Educação. Em reunião com a Seduc, nesta terça (14), abordamos o assunto, que inclusive já impacta negativamente as condições sanitárias das escolas.

O Governo garantiu que os repasses para a Safe estão em dia, o que só reforça a falta de transparência no uso do dinheiro público sempre que a terceirização é implantada. O secretário adjunto, Guilherme Amaral, se comprometeu a cobrar a empresa. Seguimos atentos e em total apoio às trabalhadoras.

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