via Apeoesp
Por: Carlos Petrocilo e Isabela Palhares
Em um momento em que enfrentam um aumento de conflitos entre alunos, as escolas estaduais de São Paulo convivem ainda com a falta de funcionários responsáveis por auxiliar na convivência dos estudantes.
O déficit generalizado de agentes de organização escolar --conhecidos também como inspetores de alunos-- levou a Secretaria de Educação a abrir um processo seletivo para a contratação de novos profissionais. A medida só ocorreu após o retorno das aulas. Além disso, o número previsto de contratados (7.771) é considerado insuficiente pelo sindicato da categoria.
Atualmente, o estado reúne 24,5 mil agentes na ativa, de acordo com a pasta. Isto representa menos de 1% dos quase 3,5 milhões de alunos matriculados na rede estadual.
Proporcionalmente, há um agente para cada 143 alunos, ou 4,6 agentes para cada uma das cerca de 5.300 unidades no estado.
Com diversas atribuições, esses profissionais são fundamentais para manter a rotina da escola. Como consequência da falta desses agentes, professores relatam que não podem ter intervalo entre as aulas para acompanhar os alunos no pátio. E até mesmo pais têm se oferecido para acompanhar a entrada e saída das aulas para garantir a segurança.
É o que tem feito Ana Paula Marcondes Cozzolino Rabelo, mãe de dois alunos da escola estadual Rui Bloem, na zona sul de São Paulo. Ela conta já ter ficado no portão da unidade para vigiar a entrada e a saída dos adolescentes. Afirma que fez isso diante da sensação de insegurança com a falta de agentes de organização escolar.
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