Reforma foi implementada sem um debate amplo com a sociedade e sem uma avaliação adequada dos resultados do programa

Rede Brasil Atual - O movimento estudantil promove nesta quarta-feira (15) em todo o país um Dia Nacional de Mobilização pela Revogação do Novo Ensino Médio (NEM), regulado pela Lei 13.415/2017.
Esse sistema de ensino tem sido objeto de críticas e polêmicas desde sua implantação em 2017. A proposta era de flexibilizar o currículo e oferecer aos alunos uma formação mais direcionada às suas áreas de interesse, mas, na prática, o que ocorre, segundo o movimento estudantil, é uma grande falta de clareza em relação aos objetivos da reforma e um projeto sem debate público e sem ouvir nem educadores, nem estudantes.
As atividades propostas para esta quarta-feira pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) contam com apoio de organizações como a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), que sempre lutou contra a medida.
O presidente da CNTE e coordenador do Fórum Nacional Popular da Educação, Heleno Araújo, divulgou um comunicado para a base explicando a importância de lutar contra essa lei que alterou para pior a estrutura funcional do ensino médio, prejudicando milhares de estudantes, bem como, os profissionais do magistério público e privado.
Na nota, Heleno conclamou as entidades filiadas à CNTE a mobilizar, ajudar e estimular a participação no ato convocado pela UBES, em consonância com o calendário indicado pelo Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE).
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