10/03/2023

Servidora do Planalto depõe à PF sobre ordem de lançar joias no acervo pessoal de Bolsonaro e depois cancelar operação

 


A testemunha apresentou à Polícia Federal um áudio que recebeu em 29 de dezembro relacionado ao assunto

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Jair Bolsonaro e joias (Foto: REUTERS | Reprodução)
 

247 — Uma funcionária pública da Presidência da República que atuava em conjunto com o assistente do ex-presidente Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, prestou depoimento à Polícia Federal recentemente acerca do caso das joias provenientes da Arábia Saudita, que foram apreendidas pela Receita Federal e destinadas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, informou o blog de Valdo Cruz, do G1.

Conforme o seu depoimento à Polícia Federal, a servidora recebeu instruções para solicitar ao Departamento de Documentação Histórica do Gabinete da Presidência da República que incluísse as joias apreendidas no acervo, mesmo que ainda não tivessem sido liberadas pela Receita Federal.

A testemunha apresentou à Polícia Federal um áudio que recebeu em 29 de dezembro relacionado ao assunto. A voz seria de um tenente chamado Cleiton, que estaria de plantão na coordenação da Ajudância de Ordens da Presidência.

No áudio entregue à PF pela servidora, atribuído a um tenente chamado Cleiton que estaria de plantão na coordenação da Ajudância de Ordens da Presidência, é possível ouvir a ordem para que os ofícios enviados ao Departamento de Documentação Histórica fossem excluídos do sistema. O motivo dado seria o fracasso da operação para resgatar as joias apreendidas.


Em outras palavras, o gabinete da Presidência solicitou ao departamento o lançamento antecipado das joias, mesmo antes da liberação pela Receita Federal, no dia 29 de dezembro, véspera da partida de Bolsonaro para fora do país.

Como a operação de resgate das joias não foi bem-sucedida, o servidor a ordenou a exclusão dos ofícios enviados ao Departamento de Documentação Histórica.

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