16/03/2023

Subcomissão do Senado debaterá novo ensino médio com a sociedade civil



 O Novo Ensino Médio, uma reforma mal feita de Temer, será debatido em subcomissão do Senado, por 180 dias.


Os senadores e senadoras querem dialogar com instituições de ensino, gestões estaduais, academia e movimentos sociais a fim de encontrar soluções para a crise na educação.
do site do PT:

Teresa Leitão lidera debate sobre reformulação do novo Ensino Médio no Senado

Parlamentar explicou que subcomissão criada para debater o tema vai reunir sociedade civil, estudantes e profissionais da área

Divulgação

Senadora Teresa Leitão (PT-PE). Foto: Divulgação

No dia que marcou a mobilização nacional pela revogação da proposta do Novo Ensino Médio (NEM), a senadora Teresa Leitão (PE) deu entrevista para a Secretaria Nacional de Mulheres do PT falando sobre a subcomissão criada para debater a proposta de educação para os adolescentes.

subcomissão foi criada a partir do requerimento apresentado pela senadora nesta semana.

Ela explica que um dos objetivos do grupo, que terá o prazo de 180 dias para debater o tema, é ouvir todos os setores da educação, tendo em vista que o NEM tem provocado muitas reações:

“Até porque a implementação não condiz com aquilo que a gente deseja, que é a inclusão social e a preparação dos estudantes da educação básica para a universidade. Há muitas ideias controvertidas. Não podemos desprezar aquilo que foi construído no nosso programa de governo e na equipe de transição. É um ponto sensível porque já está em curso e para ser revogado a gente tem que colocar algo no lugar. Então a ideia é essa: discutir o cenário do Ensino Médio e seus desafios, suas perspectivas e incorporar aquilo que, historicamente, está previsto no Plano Nacional de Educação”, informa.

Como parte do golpe impetrado desde 2016, a estratégia de tornar a educação brasileira obsoleta e que favoreça as instituições privadas ganhou peso com a aprovação, em 2017, durante a gestão de Michel Temer, do novo ENM. Não houve debate com estudantes, profissionais da área e sociedade civil.

“Esse novo Ensino Médio foi criado no governo Temer e implementado de forma mais efetiva depois que Bolsonaro assumiu, mas sem nenhum controle, sem nenhuma coordenação nacional. Então, tem muita coisa para ser revista de fato e os estudantes e os trabalhadores da educação estão exercendo seu direito de ir às ruas. E a pandemia foi um fator que teve influência muito negativa na educação, sem sombra de dúvidas”, relembra.

Para Raíza Emanuelle, diretora da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) em Políticas Estudantis, a criação da subcomissão é positiva, pois, a partir dos interlocutores da educação no Senado, inclusive, a senadora de Pernambuco, Teresa Leitão, o movimento estudantil, junto aos professores, terão voz nesse debate.

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