"A sociedade viu que o sistema está esgotado", afirma Armando Monteiro, conselheiro emérito da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

247 - Armando Monteiro, conselheiro emérito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), acredita que a reforma tributária pode avançar desta vez, devido às condições nunca antes reunidas no país. "Acompanho esse tema há 25 anos. A sociedade viu que o sistema está esgotado, há um raro consenso na esfera federativa com apoio à PEC 45, a convergência sobre o IVA, a iniciativa do Congresso com as duas PECs e o compromisso do governo", afirmou à Folha de S. Paulo.
Para Monteiro, o conflito entre diferentes setores na reforma tributária deve ser resolvido à medida que as propostas forem esclarecidas e adotadas alíquotas diferenciadas para neutralizar o impacto em segmentos mais sensíveis.
Em relação ao setor de serviços, que teme ser prejudicado, Monteiro afirma que a economia funciona como um sistema de vasos comunicantes. Ele destaca que a indústria é muito dependente de serviços, e que quando a indústria cresce, os serviços também crescem.
Monteiro também enfatiza que a indústria dá suporte ao setor agrícola, e que muitas vezes não há prejuízo no setor terciário. No entanto, ele reconhece que os setores de serviços mais afetados são aqueles prestados ao consumidor final. Para lidar com isso, a PEC 110 prevê a possibilidade de ter alíquotas mais baixas para serviços essenciais como educação, saúde e transporte público, que afetam mais diretamente o consumidor final.

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