13/04/2023

Deputado Paulo Fiorilo cobra governo paulista para monitorar redes e mobilização nas escolas pela paz

 

O deputado Paulo Fiorilo (PT) envia ofício ao secretário da educação do Estado de São Paulo pedindo uma série de medidas que não consta das promessas governamentais, tais como reforçar a cultura de paz nas escolas e o monitoramento das redes sociais, visto que a polícia civil tem uma delegacia especializada em crimes cibernéticos. O governo paulista prevê que um psicólogo atenderá 10 escolas, ou uma média de 10 mil alunos e nada consta sobre o trabalho de assistentes sociais e de outro profissionais. Veja as propostas apresentadas:

A)      Que se faça um dia estadual de mobilização nas escolas em defesa da paz, envolvendo toda a comunidade escolar;

B) Que se realize, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, monitoramento intenso das redes sociais e que sejam tomadas as providências judiciais cabíveis contra os identificados autores de ameaças à comunidade escolar;

         C) Que seja ampliado o número de psicólogos e de assistentes sociais envolvidos na equipe multiprofissional de apoio à comunidade escolar;

         D) Que seja criado um gabinete de crise, em conjunto com o governo federal e prefeituras, com troca de informações sobre ameaças e construção conjunta de ações de enfrentamento.   

São Paulo, 13 de abril de 2023

Prezado Secretário de Educação do Estado de São Paulo,

Senhor Renato Feder

Eu, Paulo Fiorilo, líder da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, venho por meio deste ofício expressar minha preocupação com relação aos casos de violência nas escolas da rede estadual de ensino.

A situação de ameaças à comunidade de escolas públicas e privadas é alarmante. Diariamente tem circulado notícias que se espalham rapidamente, muitas vezes falsas, que estão levando as famílias ao desespero e muitas estão impedindo de seus filhos de irem à escola. 

Considerando a importância da educação para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis, é fundamental que sejam adotadas medidas para garantir a segurança e o bem-estar dos estudantes e profissionais da educação.

Foram noticiadas na data de hoje algumas medidas tomadas pelo governo estadual para lidar com a situação, tais como a contratação de 550 psicólogos para a rede; mil seguranças privados para atuarem, inicialmente, nas escolas consideradas prioritárias; a disponibilização para cada escola de Professor Orientador de Convivência; a novidade de que o sistema de registro de ocorrências (PLACON) estará interligado à rede de proteção;  de que o efetivo da Polícia Militar (PM) estará a disposição das escolas e policiais militares poderão trabalhar nas escolas em suas folgas; e a criação, no aplicativo 190SP, da opção de segurança escolar.

Sobre as medidas tomadas, solicito informar:

1) Quando serão contratados os psicólogos e com que frequência farão os atendimentos e acompanhamento em cada escola? Já há um plano de ação definido? A Secretaria considera o número de 550 psicólogos adequado para atender as mais de 5000 escolas estaduais?

2) Quando serão contratados os seguranças privados e quando começarão a atuar? Que tipo de formação será realizado com esses profissionais para que atuem nas escolas? Quais são as escolas consideradas como prioritárias para receberem os seguranças?

3) Sabemos que a Polícia Civil paulista conta com a Divisão de Crimes Cibernéticos – DCCIBER. Qual tem sido a atuação conjunta desta Divisão com a Secretaria de Educação para monitoramento das redes sociais e tomada de providências com relação às ameaças encontradas?

Além disso, gostaria que sejam consideradas as seguintes sugestões de ações a serem tomadas:

1)      Que se faça um dia estadual de mobilização nas escolas em defesa da paz, envolvendo toda a comunidade escolar;

2)      Que se realize, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, monitoramento intenso das redes sociais e que sejam tomadas as providências judiciais cabíveis contra os identificados autores de ameaças à comunidade escolar;

3)      Que seja ampliado o número de psicólogos e de assistentes sociais envolvidos na equipe multiprofissional de apoio à comunidade escolar;

4)      Que seja criado um gabinete de crise, em conjunto com o governo federal e prefeituras, com troca de informações sobre ameaças e construção conjunta de ações de enfrentamento.   

Desde já, agradeço a atenção e espero contar com sua colaboração para que a rede estadual de ensino seja um ambiente seguro e saudável para todos os seus usuários.

Atenciosamente,

Paulo Fiorilo

Líder da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

 

 veja a imagem do ofício:







 

 

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